O Essencial é Invisível aos Olhos

Faaaala, galera!

Tudo bom com vocês?

O título do post é uma das mais famosas frases de um livro que gosto muito: “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry (1943). Esta feliz frase pode ser empregada em várias ocasiões e ter múltiplos significados! E é sobre isso que eu queria escrever hoje…

A ideia é viajar um pouquinho e falar do significado das coisas. Do propósito. Acho que às vezes estamos sem saber para onde ir. É como se a pressa da vida nos consumisse a tal ponto que esquecemos nossos destinos e motivos. Trabalhamos feito loucos, buscamos ganhar sempre MAIS e MAIS: é o carro do ano que tanto nos instiga, é a necessidade de “ter o MEU cantinho para morar” etc…

 

E pra quê tudo isso mesmo?

Pois é! Às vezes me faltam as respostas sobre tantos desejos e sobre essa pressa de sair conquistando tudo e todos. Afinal, o que é NECESSÁRIO de verdade?

A gente costuma falar que tudo aquilo que nos é FUNDAMENTAL deveria ser NECESSÁRIO. É quando nós temos uma grande dificuldade em cogitar o corte daquilo nas nossas vidas. Exemplo: água, luz, internet, impostos, plano de saúde, aluguel, escola básica, comida etc. Parece simples não é? Não! Não é tão simples…

É comum escutarmos as pessoas usando alguns verbos não apropriados à situação: “Eu PRECISO deste carro!” ou “Eu NECESSITO daquela viagem”. Você precisa mesmo? Necessita MESMO? Pare de achar que você não sobrevive sem aquelas coisas materiais. Você é maior que isso!

 

Fundamental ou Essencial?

Segundo Mário Sérgio Cortella, grande palestrante brasileiro, “fundamental é o que me ajuda a chegar ao essencial”. Perfeito! E faz muito sentido!

Vamos imaginar que a água é fundamental para a existência da vida, que sentir-se bem é fundamental à felicidade. Em suma, não conseguimos comprar o ESSENCIAL. E o Pequeno Príncipe já sabia disso. Afinal, “o essencial é invisível aos olhos…”.

Aqui é o ponto que mais vale a reflexão: por que a gente se preocupa tanto em comprar, ganhar, POSTAR, MOSTRAR, TER, se, na verdade, o que mais importa, não é tangível? Não estou fazendo campanha contra as mídias sociais, mas sim erguendo a bandeira do equilíbrio e da busca de propósito nas coisas. Acredito que só assim seremos mais quem somos e mais inteiros.

 

“Tudo em seu devido lugar”

Uma vez, em meio a um bate-papo sobre autoconhecimento, uma grande amiga teve uma fala incrível: “um pequeno pedaço de urânio pode dar energia a uma cidade inteira se estiver no lugar certo e exterminar uma grande região se estiver no lugar errado”. Às vezes a pergunta que mais interessa não é o “o quê?”, nem o “quanto?”, mas sim, o “como?”. É uma questão de colocar tudo em seu devido lugar. É não trocar a ordem das coisas, nem passar a fazer coisas pela expectativa que os outros têm sobre nós.

Colocar o dinheiro no lugar dele é importante demais. Ele é importante e é fundamental. Ele traz possibilidades, escolhas, opções, mas não é nada por si só. Não é SUFICIENTE. Seu dinheiro é troca, é base, é caminho, mas não é fim. O dinheiro, por si só, de nada adianta. Pense nisso. Por que correr atrás de uma coisa que por si só não resolve muitos dos nossos problemas? Busque o fim. Busque o ESSENCIAL: Felicidade, Amizade, Lealdade. Busque a VIDA!

Apesar de ser um desafio, este exercício deve ser feito constantemente. Ligue pro Frejat e mostre ao dinheiro “quem é mesmo o dono de quem”. Só assim você vai conseguir deixar de ser refém e fazer seu dinheiro começar a trabalhar pra você. Porque No Final das Contas, “a gente não pode não ter tudo. Qual seria a graça do mundo se fosse assim? Por isso eu prefiro sorrisos e os presentes que a vida trouxe pra perto de mim” (Ana Vilela).

 

Um superabraço!!!

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

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