De devedor a poupador: como o comportamento influencia no equilíbrio das contas

Somos seres de hábitos e rituais. Tudo o que temos é reflexo deles. Nossos relacionamentos, peso, saúde e também nossas contas. Nossos comportamentos determinam nossas ações e são elas que determinam os resultados. Vamos entender mais?

Gordo e sem dinheiro

Pense comigo. Se você não tem o peso que gostaria, tenha certeza de que a responsabilidade é sua! A sua saúde é reflexo direto dos seus comportamentos. Tem muita gente que se pergunta: por que fulano é magro e eu não? A resposta é: olhe para o seu prato, para sua atividade física, para sua alimentação. Salvo alguma disfunção fisiológica, quem come mais tende a ter uns quilinhos a mais.

E quanto à saúde financeira? Acredite! É a mesma coisa.

A falta de dinheiro ou estar sempre em desequilíbrio com as contas está diretamente relacionado ao seu comportamento. Pessoas com comportamento de compra compulsivo, por exemplo, tendem a ter mais dificuldades em poupar, pensam menos no futuro e são movidas mais pela satisfação instantânea. Enquanto aqueles mais planejados, provavelmente terão menos dificuldades quando o assunto é finanças pessoais.

Então a solução é regime?

Não exatamente. Quando se está com sobrepeso e se faz um regime, é muito provável que o indivíduo perca peso. Mas já ouviu falar do “efeito sanfona”?  Quantas pessoas você conhece que ficam engordando e emagrecendo? Entram em um novo regime, emagrecem e, depois que saem do regime, engordam novamente. Isso acontece porque a alteração no comportamento foi momentânea e superficial. Especialistas dizem que para eliminar as gordurinhas a mais, é preciso passar pelo processo de reeducação alimentar. Em outras palavras, o “paciente” precisa reaprender a comer. E essa é uma mudança bem mais profunda, que exige mais esforço. Mas é também mais permanente!

E adivinha só? Com as finanças pessoais vale o mesmo princípio. Quando se está no vermelho, muitas pessoas buscam planilhas e vídeos na Internet, aplicativos para o celular e outros “regimes” da moda, que podem até funcionar por um período mas, quando as contas parecem estar equilibradas e o indivíduo relaxa no controle, pronto! A bola de neve das dívidas ressurge e sem aviso prévio.

A solução é reaprender a lidar com o dinheiro. O ponto é que nunca aprendemos formalmente como fazer isso. Não se aprende finanças pessoais na escola. Então, repetimos comportamentos aprendidos com os nossos pais ou responsáveis que também não aprenderam sobre o tema. E o ciclo se perpetua.

Como alterar o comportamento e equilibrar as contas

O caminho passa pela mudança daquilo que acreditamos e sentimos em relação ao dinheiro e ao consumo. Tomar consciência de como você “opera”, quais são suas crenças, é fundamental. Sem entendermos mais sobre o porquê nos comportamos de determinadas maneiras, as mudanças tendem a ser mais superficiais.

Uma vez consciente de como lidamos com o dinheiro e quais são nossas dificuldades, devemos partir para um novo modelo de organização da nossa vida financeira. Lembre-se de que o objetivo é ter equilíbrio. E não estamos falando aqui de deixar de comprar, de restringir nosso consumo. Não! Estamos falando de preparar-se para consumir de forma consciente. Quem se prepara não se preocupa!

Com a metodologia certa, passaremos a adequar nossas compras às nossas possibilidades e ao nosso planejamento. E, acredite, tem espaço até para aquela compra por impulso!

Cultive hábitos saudáveis

Tanto no que diz respeito à sua alimentação quanto ao dinheiro, a dica é a mesma: cultive hábitos saudáveis. Nos dois casos, disciplina é um destes hábitos.

Para finanças pessoais, é fundamental se manter consciente do seu perfil de consumo e disciplinado quanto a metodologia adotada.

Mais uma vez, se lembre de que o objetivo é ter equilíbrio e tranquilidade financeira. Então, crie o hábito de controlar suas despesas, para saber exatamente onde está indo seu dinheiro e se está firme no planejamento.

Não associe disciplina a algo ruim ou penoso. É apenas o preço do planejamento e da tranquilidade no futuro. Convenhamos, é bem mais barato do que os juros do cartão de crédito ou do cheque especial.

3 passos para ter o comportamento como aliado do equilíbrio das contas

  1.          Autoconhecimento é o primeiro passo para mudar de forma permanente sua relação com o dinheiro (e com a comida também, por que não?). Conheça seu perfil, tome consciência das suas crenças, valores e sentimentos sobre dinheiro.
  2.          Adote uma metodologia eficiente para ajustar e controlar suas despesas, com categorias claras e bem definidas. Esta metodologia deve contemplar desde suas despesas essenciais, passando pelos gastos de longo prazo e educação, até reservas para aposentadoria e tranquilidade financeira.
  3.          Desenvolva novos hábitos. Controle suas despesas no detalhe. Mantenha-se no planejamento e mude o que for preciso no seu estilo de vida, para se adequar ao planejado. Disciplina também é hábito.

A No Final das Contas já ajudou centenas de pessoas a mudarem suas vidas financeiras. E o caminho passou sempre por estes 3 passos. Ajudamos as pessoas a se conhecerem melhor (suas crenças e limitações). Temos uma metodologia testada e aprovada para o planejamento financeiro pessoal. E entregamos ferramentas simples e eficientes para que você permaneça firme na metodologia e no caminho da tranquilidade financeira, criando novos (e saudáveis) hábitos.

Venha conhecer nossos cursos e mude sua vida financeira para sempre. Os resultados são surpreendentes e é bem mais fácil e gostoso do que fazer regime.

Rico é aquele que tem muito dinheiro e não aquele que gasta muito. Pense nisso.

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

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