Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Fala, pessoal! Como estamos?

Hoje o tema é um pouco mais financeiro e envolve um pouco de matemática. Mas juro, logo depois deste pequeno texto, você saberá EXATAMENTE o que fazer! Afinal, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Mas antes, o que são INADIMPLENTES?

61 milhões de inadimplentes! Esse é o número publicado na última pesquisa realizada pela Serasa Experian e IBGE. Inadimplentes são pessoas que contraíram dívidas e não pagaram no prazo. Portanto, se você tem uma dívida ou financiamento mas paga em dia, seu nome não corre o risco de ser “negativado”. Negativado? Oi?!

Negativado é o termo utilizado quando o nome de uma pessoa inadimplente é enviado para o Cadastro das Empresas de Informação de Crédito. Isso pode ocorrer de 30 a 45 dias de atraso nas contas, com exceção das contas telefônicas, que exigem 90 dias de atraso.

Mas só tem dívida quem está inadimplente?

NÃO! Todas as pessoas que possuem algum empréstimo, financiamento ou qualquer contrato de parcelas para aquisição de qualquer bem possui uma dívida!

Mas antes de falarmos se vale ou não a pena…Vamos entender os motivos!

Mais importante do que resolver sua dívida é entender o por quê ela existe. Existem 3 perfis de comportamento quando falamos de dinheiro:

  1. Poupador Consciente: tem o hábito de poupar independentemente de quanto ganha. Dificilmente se envolve em dívidas e, quando contrai algum tipo de empréstimo ou financiamento, recebe mais juros provenientes dos investimentos do que paga.
  2. Poupador/Devedor Eventual: ora paga juros, ora recebe. Não tem a disciplina de poupar, mas também não tem o hábito de dever. Poupa “quando dá”. É indisciplinado, mas está longe de ficar no vermelho, envolto em dívidas.
  3. Devedor Compulsivo: de dívida em dívida, o Devedor Compulsivo praticamente precisa de uma dívida para sobreviver. Ele acredita, ERRONEAMENTE, que para prosperar é necessário contrair dívidas.

Como podemos ver, assim como nosso porte físico, que depende de nossos hábitos alimentares e de exercícios, nossa situação financeira está diretamente atrelada aos nossos hábitos financeiros e de consumo. Nos dois casos estamos falando de HÁBITOS!

Se você contraiu uma dívida eventual, ok! Acontece mas se prepare para que não ocorra novamente de forma prejudicial à sua tranquilidade financeira.

Agora, se você sai de dívida e entra em outra, aí temos um problema considerável de hábitos financeiros péssimos. Cuidado, você está no caminho do CAOS financeiro.

Quanta enrolação! No Final das Contas, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Então…vamos lá! Direto ao ponto!

Fazer empréstimo ou contrair uma dívida são cenários muito parecidos: pagar juros. Não interfere muito a causa do empréstimo, do financiamento, da dívida. O foco da discussão deve ser o juro pago. Desta forma, quanto menor a taxa de juros, e, por sua vez, o montante total pago em juros, melhor!

Assim, se você possui uma dívida de 60 meses, no valor total de R$100mil com juros de 4,5% ao mês, trocar por uma dívida com um percentual de juros menor do que 4,5% ao mês já vale a pena. Se quiser comprovar, pegue os cálculos da amortização da dívida e veja o quanto paga de juros quando quitá-la por completo. Vamos ver?

 

Como podemos ver acima, uma leve queda na taxa de juros (de 4,50% para 4,49%) significa uma economia considerável, de mais de R$500 se a amortização do empréstimo for pela Tabela Price e mais de R$300 pela Tabela SAC.

“E se eu conseguir uma taxa melhor? Melhora muito?”

COM CERTEZA!

Vamos simular o mesmo montante (R$100mil), no mesmo prazo (60 meses), com uma taxa acessível no mercado e consideravelmente menor que a aplicada no primeiro exemplo: 3,0% ao mês.

Pois é! Consegue ver? Seus juros pagos possuem uma diferença ABSURDA!

  • Tabela Price: diferença de R$73.927,78. São quase 75 mil reais!
  • Tabela SAC: diferença de R$45.750,00.

Assim comprovamos nossa tese: vale, sim, a pena trocar uma dívida cara, com alta taxa de juros, por um empréstimo mais barato, com uma taxa de juros menor! A dica é sempre fazer a conta e ver em quais condições pagamos menos juros.

“E qual tipo de amortização vale mais a pena: SAC ou Price?”

Se você tiver acesso à Tabela SAC, melhor. Acontece que depende muito de algumas variáveis para ter acesso a uma grande prestação inicial, como uma renda maior, por exemplo.

A Tabela SAC exige pagamentos maiores no início, mas no final das contas, os juros são menores do que na Tabela Price.

Espero que este post tenha ajudado a refletir e a melhorar um pouco sua situação financeira!

Se tiver dúvidas quanto à sua dívida, entre em contato conosco através do Whatsapp (11) 9 4142 9797 ou pelo nosso facebook (www.facebook.com/nofinaldascontas).

Um abraço e até mais!

 

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/brasil-tem-recorde-de-inadimplentes-61-milhoes-com-nome-sujo.html

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Uma parte de você não quer sair do vermelho. Acredite!

Antes de você me xingar ou dizer que sou louco, leia este artigo até o final! Vamos te contar que parte de você, acredite, não quer sair do vermelho ou não quer que você enriqueça. Como você pode fazer para mudar isso? Em primeiro lugar, aceite a dúvida e siga adiante. Se No Final das Contas você não gostar de nada aqui, pode reclamar e comentar. Mas a gente acha que você vai acabar indicando esse artigo para mais gente. (sugestão de tirar)

“Ok, então qual parte de mim não quer que eu enriqueça?”

Calma caro leitor ou leitora, antes preciso lhe apresentar para alguém muito especial. Você mesmo(a). Na verdade, há uma parte que a gente acha que somos nós mesmos, mas é apenas uma fração de nós. Com vocês, sua mente!

Uma parte importante de nós é a nossa mente. Tem gente que chama de consciência ou de ego (para os psicólogos de plantão). Em linhas gerais, de uma forma bem simplista, é como nós nos enxergamos. São nossos diálogos internos, nossos pensamentos, nossos desejos conscientes.

Mas a gente é bem mais do que a nossa mente. Somos também matéria (um punhado de células que processa alimentos, água e oxigênio – e umas coisinhas mais), somos a parte inconsciente (os sonhos enquanto dormimos, por exemplo), a parte de nós que não conhecemos completamente, que se manifesta de maneira simbólica.

E, dentro de nós, temos também o nosso juiz interno que é formado ao longo da nossa vida com o que vivemos e aprendemos do mundo, nossas experiências e nossos valores (criados em casa). Ele que vive nos julgando e, de certa forma, nos freando.

Algumas pessoas têm o juiz bem forte, que atua como uma voz interna, nos recrimina e repreende, sempre que vamos fazer algo gostoso, divertido ou interessante. Ok, isso foi um certo exagero de minha parte. O juiz é bem importante para nos proteger, para não deixar que façamos coisas que nos prejudiquem ou que sejam contra nossos valores.

Na verdade, o juiz envia lembranças e informações diretamente para nossa consciência, a tal voz interna. E, às vezes, nem envia, apenas nos impede de fazer alguma coisa de forma automática e simplesmente deixamos de fazer essa coisa porque nem pensamos que fazer diferente fosse uma opção. Guarde bem esta informação. Ela será bem importante mais para frente.

O fato é que a dupla “juiz e voz interna” formam o que chamamos de mente. A função principal dela é impedir que você sofra. Entendemos sofrimento aqui como qualquer coisa que faça você “pagar mico” e seja ridicularizado, corra perigos físicos, seja rejeitado, entre outros.

Então, a mente é sempre legal?

Bem, não. Claro que impedir que a gente sofra é muito legal. Não fosse pela mente, talvez a gente sentisse vontade de voar e pularia do 10º andar de um prédio, porque voar é bacana… Neste caso, quando a mente impede você de fazer isso, ela está cumprindo brilhantemente seu papel. O ponto é que ela avalia situações de risco “olhando pelo retrovisor”. Em outras palavras, ela vai sempre buscar qualquer referência negativa sobre um assunto, para te “contar” e alertar dos perigos possíveis de uma determinada ação ou comportamento. A mente é medrosa e fica falando para você: Olha que isso pode dar errado. Ou então: Já pensou se isso não der certo? Ou ainda: Você está louco? Para que correr este risco? Não estamos bem do jeito que está? E este é o problema. A mente muitas vezes o impede de experimentar o novo, de tentar coisas novas que podem ser melhores do que as já conhecidas. E com isso você vai fazendo tudo sempre do mesmo jeito.

O que isso tem a ver com dinheiro e tranquilidade financeira?

Certamente você já ouviu falar da zona de conforto. Um lugar conhecido, onde os riscos são bem menores, lugar ou caminho que você domina e nem precisa pensar muito para “transitar”. Isso vale para o trabalho (quando você faz as coisas há muito tempo e domina o “pedaço”), para os relacionamentos, amizades, comportamento de compra, jeito de lidar com o dinheiro, como usar o cheque especial ou cartão de crédito… Está dando para entender? A zona de conforto é tudo aquilo que estamos acostumados, é o conhecido, é aquilo que tem risco baixo e que agrada profundamente a nossa mente. Afinal, ela já sabe que ali os perigos são pequenos ou controlados.

Em outras palavras, a mente não quer que você saia da zona de conforto porque lá vive o desconhecido, as armadilhas, o sofrimento.

E não vou mentir para você, amigo leitor, amiga leitora, fora da zona de conforto existe tensão. O que a gente não domina ou não conhece nos deixa tensos, ansiosos, nervosos. Mas este lugar é conhecido como Zona de Tensão Criativa. É exatamente aí que moram as novas competências, a criatividade, o fazer diferente. E daí nascem os conflitos e, pior do que isso, os Sabotadores!

Qual a diferença entre conflitos e Sabotadores?

Os conflitos pressupõem ideias diferentes que podem ser analisadas, debatidas e, eventualmente, essa nova ideia pode ganhar. Nesse caso, você pode se permitir experimentar o novo porque venceu esse conflito com a mente.

O problema são justamente os Sabotadores. Lembra quando eu falei do automático e disse que era importante? Pois é aqui que ele entra.

Mais uma vez, de forma simplista, nosso cérebro consome em torno de 20% da energia do nosso corpo, o que é bastante. Então, a natureza criou uma forma de economizar energia, classificando nossas experiências vividas, avaliando a repetição e tornando automático o maior número de experiências possíveis. É por isso que muitas vezes a gente não precisa pensar para fazer algumas coisas porque elas estão no automático, como dirigir, andar, falar etc. Se tivéssemos que pensar para fazer tudo, ficaríamos esgotados. Aproveito aqui para sugerir um filme que trata deste assunto de um jeito divertido chamado CLICK, com Adam Sandler (2006).

O ponto é que se a gente não interferir neste processo, a mente vai tentar classificar ou associar tudo como algo já vivido. E vai colocar no automático. Só que o mundo está mudando bem rápido  e a gente deveria questionar e vivenciar mais as experiências antes de colocá-las no automático. Isso vale para relacionamentos, para trabalhos, para saúde, para dinheiro.

E os Sabotadores?

Os Sabotadores são os agentes enviados pela mente para que você não saia da zona de conforto, para que não tire alguma coisa do automático. Isso vale para as mulheres que saem de um relacionamento e afirmam que “os homens são todos iguais” ou quando você se conforma e diz “não adianta votar diferente porque política não vale a pena” ou ainda quando diz “esse negócio de investimento é muito complicado; vou deixar isso para o gerente do banco resolver”.

Os Sabotadores são afirmações que você faz para si mesmo para deixar de pensar sobre um assunto com a finalidade de não se permitir algo novo ou diferente. Porque a mente prefere que tudo fique como está.

Mas que mal há em ficar rico?

Você pode estar se perguntando: Ok João, mas ficar rico ou ter tranquilidade financeira é bom, não há sofrimento envolvido nisso. Por que minha mente estaria “jogando contra”?

Meu caro, minha cara. A situação atual, por mais complicada que seja, é conhecida e a sua mente adora o que ela conhece. Talvez já tenha passado pela sua cabeça um pensamento do tipo: se eu ganhar na Mega Sena, já imaginou o tanto de gente que vai me pedir dinheiro emprestado? Ou tudo bem jogar, é tão difícil de ganhar mesmo…

Muitas vezes, os Sabotadores são sutis e acabam nos convencendo de que era melhor mesmo deixar tudo como está…

Pesquisa dos Sabotadores

Quando lançamos nossos cursos, nossos clientes algumas vezes apresentam objeções ou “desculpas” para não cursarem naquele momento. Fizemos uma pesquisa sobre os principais motivos de recusa.

Faço um convite a você para perceber e refletir sobre cada um deles. Você certamente vai notar um pedido quase desesperado da mente para deixar tudo como está. Vamos à lista?

Não tenho tempo.

O clássico: falta de tempo. Para continuar endividado e pagando juros você tem tempo e para investir em algo que pode mudar a sua vida, não?

É muito complicado, difícil, chato.

Outro clássico. Fácil mesmo é continuar endividado, tudo do mesmo jeito. Legal mesmo é continuar não tendo controle sobre seu dinheiro e sua vida financeira?

Vou deixar para fazer quando tiver dinheiro.

Essa é outra interessante. Quer dizer que hoje você não tem dinheiro, um dia você vai resolver sua situação financeira e, só então, fará um curso para aprender a lidar com dinheiro? Ah tá…aquele dinheiro para sair, ir jantar fora, frequentar shows nunca falta, não é mesmo?

Por que devo pagar por um curso que vai me ensinar a economizar?

Talvez porque aprender custa algum dinheiro? Mas principalmente porque resolver sua situação financeira VALE muito. Ou não? Então não vou pagar para deixar tudo como está…o preço da inércia é muito maior, acredite!

Mas um fim de semana inteiro para falar de Educação Financeira?

Ficar na frente da televisão, tudo bem. Ficar dormindo, também. Mas investir um tempo para mudar sua condição financeira parece demais. O que você tem de tão importante para fazer que não pode investir na mudança da sua vida financeira?

Esse mês estou apertado. Faço no próximo.

É uma variação da falta de tempo. Agora eu não posso, muitos compromissos, quem sabe da próxima? Vai empurrando com a barriga e aproveita para deixar tudo como está…

Vou esperar virar o mês para controlar direitinho minhas contas/despesas.

Eu sei que preciso controlar meu dinheiro. Mas estamos no meio do mês. Vou deixar para o mês que vem.

Isso mesmo. Faça como todo regime que começa em uma segunda feira qualquer. Se você não se empenhar e quiser mudar, as coisas sempre ficarão sempre para depois.

Esse é assunto de homem.

Mulheres, pelo amor de Deus. Sua vida é assunto seu, bem como seu dinheiro. Se você terceirizar o controle das suas finanças para alguém, você estará delegando o resultado. Depois não adianta reclamar. Tome as rédeas da sua vida financeira.

Você não é sua mente!

Consegue perceber, amigo leitor, amiga leitora, como as pessoas têm desculpas para tudo quando não querem mudar. Não brigue com sua mente, ela apenas está fazendo o papel dela. Você precisa se dissociar dela, aceitar que ela cumpre um papel importante, mas que você pode tomar decisões diferentes.

Nosso convite é que você sempre reflita sobre as desculpas que dá, sobre os ditados populares (eles escondem crenças poderosas) e que você de fato troque uma ideia com a voz interna quando ela te mandar fazer alguma coisa. Entenda que ela não está no controle, não é ela quem manda e que ela pode, no máximo, sugerir. Você, conscientemente, deve se perguntar se o novo, a nova experiência, o novo relacionamento, o novo curso, a nova forma de ver alguma coisa não seria mais interessante ou, no mínimo, mais enriquecedora, afinal uma mente que se expande nunca mais volta ao tamanho original.

Viva o novo e aceite a dúvida!

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

3 Dicas Infalíveis para Curtir o Carnaval sem Passar Por AQUELE Aperto

Faaaaaala, pessoal!

Tudo bem por aí?

O Carnaval vem aí e todos nós queremos curtir da melhor forma possível, não é mesmo? Sem preocupações, com muita curtição e DIVERSÃO!!! Pois é, maaaasss… como se preparar para este feriado prolongado sem passar aperto, ou melhor, sem comprometer nosso tão suado dinheirinho? Então, este post é para você que quer curtir o Carnaval sem sentir a “ressaca financeira” da Quarta de Cinzas!

A importância do planejamento: Carnaval sem aperto

Para quem vai viajar no feriado e se planejou para isso, PARABÉNS! Como sempre dizemos por aqui, “quem planeja, não se preocupa!”.

Uma viagem marcada e devidamente planejada é a melhor saída para quem quer curtir muito e ainda organizar a vida financeira! Mas por que?

Quem planeja a viagem, antecipadamente, consegue cotar, em vários lugares, itens como: estadia, alimentação, festas, fantasia, deslocamentos e assim por diante. Desta forma, quem viaja muito sabe disso, teremos um “teto de gastos” para cada coisa, como por exemplo, R$500 para comer, R$1.200 para estadia, se vamos de carro, avião ou busão, e assim por diante…

Portanto, quem conseguiu fazer este planejamento com antecedência e programou estes gastos com a viagem de forma planejada (na categoria de Compras a Longo Prazo, #FicaDica), parabéns!

 

Mas, e quem não planejou?

Calma jovem! Nem tudo está perdido! Maaas, para você, ser-humaninho indeciso que não sabe AINDA o que vai fazer e para onde vai no Carnaval, a ideia é planejar com o que tem ao alcance das mãos. Então… aí vão as dicas!

 

#Prondqueeuvou? O destino certo te espera!

Definir o lugar é um dos primeiros passos. Se, ainda tiver interesse em curtir os destinos mais badalados (Salvador, Rio de Janeiro etc), tenha cuidado! As passagens aéreas estão ainda mais caras nestes dias próximos ao embarque. Sem falar do preço dos hotéis que, se já não estiverem 100% lotados, exigirão uma quantia maior para efetuar sua tão sonhada reserva.

A dica é buscar lugares “fora da rota”, fugindo dos destinos mais famosos e daqueles que são frequentados por famosos. Explorar o interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, podem ser ótimas escolhas! Ou então, olha que bela oportunidade para fazer aquela viagem a 2 para aquele destino romântico e nem um pouco agitado – claro, para quem não quer a azaração típica do carnaval!

Ainda assim é possível curtir essa época sem gastar muito e ainda conhecer novos lugares  – e pessoas. Pesquise um pouco, afinal o Brasil é o país do Carnaval não é mesmo?

 

Como não gastar os “zóios” da cara?

Essa dica é para aquele cidadão que curte como se não houvesse o amanhã: bebe demais e o que não deve, manda descer o combo de whisky, compra o carrinho (sim, O CARRINHO) de algodão doce do tiozinho só para distribuir as máscaras do Mickey, e dá o famoso PT!

Então, ser das trevas, para você a dica é muito simples! Ao invés de levar seu cartão de crédito/débito para folia, leve notas de dinheiro contadas! Separe uma, duas ou 70 notas de R$50 ou o valor que você estipular, tendo em vista suas despesas, aproveitando que ainda está sóbrio e sem a euforia do samba na cabeça. Tudo para ter um teto diário! Assim, você se controla durante o Carnaval inteiro sem riscos de gastar além do que pode/deveria e com mais segurança, afinal, em caso de perda ou roubo, você saberá o quanto perdeu sem ter que passar o resto do Carnaval correndo atrás da administradora do cartão para resolver o problemão! Dessa forma, a única dor de cabeça será a da ressaca 😉

 

Levo o celular pra festa? Como me proteger?

Se seu celular é AQUELE smartphone de última geração ou se você tem um amor de estimação pelo bichinho, então…temos duas sugestões para você!

A primeira é fazer um seguro do seu celular. Isso vai te deixar menos preocupado em caso de perder ou de ter o celular roubado. Só que preste atenção! Fazer um seguro do seu celular nessa altura do campeonato pode não funcionar porque estamos muito perto do Carnaval. O ideal seria ter planejado antes, ter feito o seguro com antecedência. De qualquer forma, entre em contato com uma empresa especializada. A urgência, portanto, nos leva à segunda sugestão. Uma opção, possivelmente mais barata e mais eficaz, é colocar o chip do seu celular em um aparelho baratinho. Tem modelos entre R$50 e R$100, apenas para rodar nos dias da festa. O objetivo é ligar pra alguém (ou mandar um SMS romântico, 😉 , que tal? Apenas em caso de emergência ou para combinar pontos de encontro! Outra solução, não muito mais cara que essa, é comprar um chip novo (com um novo número), pré-pago, para usar em um celular baratinho. Se perder o aparelho no meio da folia, nem precisa se preocupar com ABSOLUTAMENTE NADA!

Mas e AQUELA selfie? Meu amigo, minha amiga, meu senhor, minha senhora, vai curtir a vida real e pense menos na vida virtual! Olha que BELA hora pra curtir o presente e esquecer-se um pouquinho de “quantas curtidas” você vai ter nas redes sociais!!! Pense nisso!

Pessoal, estas são nossas dicas para não passar aperto no Carna! Se tiverem mais dicas por aí, comentem! Queremos saber o que você faz pra não se perder neste feriado de folia!

Desejamos a você, folião ou foliona, um período cheio de alegria, de muito confete, serpentina e sem riscos desnecessários. No final das contas, Carnaval é alegria e diversão.

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

Tranquilidade Financeira: compromisso com seu futuro!

Fala, pessoal!!! Tudo bom?

Há quanto tempo eu não passava por aqui! :-O

Enfrentamos uma temporada de cursos e a correria está a todo vapor por aqui. Sem falar das Lives no Facebook e das tantas outras iniciativas que estamos tocando nas últimas semanas! Em breve teremos novidades…

Então…vamos lá!!! Hoje o assunto é Tranquilidade Financeira. E nada melhor do que começar falando o que nós, eu e João, pensamos sobre a definição desse termo:

“Ter Tranquilidade Financeira é dispor de um investimento que lhe renda, mensalmente, um valor que pague seu padrão de vida desejado, sem alterar o montante investido”.

OOOOOOOOI?

Ok! Vamos por passos!

Primeiro vamos pensar num padrão de vida sonhado. E então? O que você planeja na sua “vida ideal”? Uma casa num condomínio fechado ou um apartamento? Com jardim ou sem? Mais clean ou confortável? E os cachorros? Três enormes e um pequeno? Ou só um? Nenhum? Casado ou solteiro? Quantos filhos? Em que lugar do mundo quer morar?

Não importa o tamanho do seu sonho. Apenas sonhe! Afinal, sonhar grande ou pequeno dá o mesmíssimo trabalho.

Agora que você já deu asas à sua imaginação, vamos começar os planos. É isso que diferencia sonhos de objetivos!

Qual é valor que possibilita que seu sonho se torne real? De qual “salário” precisa para concretizar tudo isso? R$10mil? R$50mil? R$100mil?

Seu sonho começou a se tornar objetivo! Consegue ver como a história muda? Um dos segredos é EXATAMENTE esse: transformar um sonho em objetivo e fatiar um grande objetivo em várias pequenas metas.

O próximo passo é entender como traçar um plano efetivo para tornar tudo isso real. Se você tem um sonho que demanda R$10mil/mês, você precisaria de um capital investido de, aproximadamente, R$2.000.000,00, considerando uma rentabilidade líquida mensal de 0,5%, rentabilidade esta facilmente alcançável em investimentos de renda fixa encontrados no mercado. Detalhe: sem mexer no capital de R$2 milhões.

A sacada aqui é entender que você pode se organizar para ter um “salário sem sair de casa”. Basta fazer escolhas melhores, investir certo, respeitando seu perfil e diversificar sua carteira de investimentos. E quanto mais você fizer boas escolhas, menor é o capital investido que você precisará, uma vez que sua rentabilidade poderá ser maior que o 0,5% do nosso exemplo.

E quanto por mês eu devo reservar para este propósito?

Na metodologia que ensinamos, falamos que 10% da renda líquida (quantia que entra efetivamente nas nossas contas, deduzida dos impostos) deve ser destinada para a Tranquilidade Financeira. Vejam: a ideia não é poupar o que sobra. É gastar o que sobra após poupar e gastar com Necessidades Básicas. Devemos tratar a Tranquilidade Financeira como uma DÍVIDA COM O NOSSO EU DO FUTURO! Obrigação! Lei! Disciplina! Se sabemos que a previdência social está cada vez mais instável, temos a opção de nos preparar para um futuro mais tranquilo, época em que nossa capacidade de trabalho cai e nossas despesas (principalmente as médicas) aumentam.

Aliás, se o que diferencia sonhos de objetivos é a mensuração, o que aproxima o objetivo da realidade é ela, a DISCIPLINA.

Um abraço a todos e até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Como Gerir Minhas Finanças: a Facilidade de Categorizar

Hoje no nosso post vamos falar um pouquinho sobre o pilar de Gestão Financeira da nossa metodologia. Mas calma! Apesar de sério, o tema está longe de ser árido!

Na verdade, como já falamos por aqui, defendemos a ideia de que Educação Financeira deveria ser ministrada na escola. Infelizmente, no Brasil, esta ideia não é disseminada e a esmagadora maioria das instituições de ensino fundamental e médio não ministra a disciplina. No final das contas, acabamos aprendendo sobre dinheiro com nossos pais ou responsáveis, ou a partir de exemplos, que nem sempre são positivos ou nos ajudam.

Assim, nosso papel é trazer consciência e conhecimento sobre este assunto, ajudando o maior número possível de pessoas a conquistar alguma tranquilidade financeira.

Mas como devo me relacionar com meu Dinheiro?

Pois é! Esta parte é crucial para que a gente se prepare para falar sobre as categorizações. Como nós falamos aqui no blog da NFC, nossos Resultados (forma como nosso dinheiro é administrado) é consequência de nossas Atitudes, que por sua vez são materializações de nossos Sentimentos. Os Sentimentos são provenientes de nossos Pensamentos. E nossos Pensamentos são previamente pautados por nossas Crenças.

Resumindo, para entender: nossas Crenças e Valores norteiam nossos Pensamentos. Estes geram Sentimentos. Os Sentimentos geram Comportamentos que geram Resultados.

Então, para alterar definitivamente nossos Resultados, devemos alterar nossas Crenças e Valores.

Ok! Entendi. E depois de reconstruir minhas Crenças e estar preparado para falar de Dinheiro?

Após trabalharmos as Crenças Limitantes, vamos começar a falar de DINHEIRO propriamente dito.

Existem várias formas de fazer a Gestão Financeira e vários meios para isso. Nós desenvolvemos o nosso método.

Acreditamos que a forma mais fácil e rápida de fazer a administração da sua grana é separando sua renda em CATEGORIAS. É isso mesmo! Separar seu dinheiro em “caixinhas”, cada uma com uma intenção diferente, absorvendo cada tipo de gasto. É como se tivéssemos um tanto de dinheiro diferente para cada tipo de despesa.

Assim, dentre tantas e infindáveis propostas, a nossa se baseia numa ideia inicial de T. Harv Eker, e acreditamos que é extremamente eficiente separar seu dinheiro em 6 categorias. São elas:

  • Necessidades Essenciais – 55%
  • Tranquilidade Financeira – 10%
  • Fazer Pelo Outro – 5%
  • Diversão – 10%
  • Compras de Longo Prazo – 10%
  • Desenvolvimento Pessoal – 10%

Simples e fácil! Para cada despesa, uma categoria diferente. Notou que uma delas é a Tranquilidade Financeira? Pois é desta forma, que começamos a pavimentar esta trilha.

A pergunta que sempre surge neste momento é: e se minhas despesas não couberem nestas divisões, com estas porcentagens? A resposta é: simplifique. “Fácil falar. Difícil de fazer…”. Epa! Cuidado com suas crenças!!!

Por isso é fundamental conseguir alterar suas crenças e valores. Assim fica mais fácil decidir como cuidar do dinheiro e o que cortar – se for o caso.

O caminho para sua tranquilidade financeira pode estar bem mais perto do que você pensa. Reconstruindo suas Crenças e trabalhando com categorias de uma forma eficiente (e plantando seu futuro), não temos dúvidas de que todos alcançarão seus sonhos!

Até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

Quanto demora uma mudança profunda?

Sabe aquele ditado que diz: “pau que nasce torto morre torto”? Ou “cachorro velho não aprende truque novo”? Então, estas são crenças. E das grandes.

Acreditar que as pessoas simplesmente não mudam é tremendamente limitante, não acha? Se assim fosse, teríamos que deixar de acreditar nas pessoas e em sua capacidade de evoluir, de aprender e mudar.

Pessoalmente acredito que mudanças acontecem num piscar de olhos. Estou falando de mudanças profundas, inclusive.

Na verdade isso acontece quando passamos a ter consciência – de fato – que algum comportamento não nos serve mais. E que temos condições ou competência para fazer diferente. Em outras palavras, quando faz sentido fazer diferente.

Parece mágica. De repente. Bum. E tudo parece que faz mais sentido, que é diferente. Mas quem mudou foi você!

Quer um exemplo? Isso é mais fácil de notar por aqueles que passam por uma grande dificuldade ou problema.

Provavelmente, você já ouviu diversas histórias de pessoas que sofrem com uma doença grave ou ainda sofrem um grave acidente e sobrevivem. Depois destes episódios, não são raros os relatos de que esta experiência é transformadora, de que as coisas mais simples passam a ter outro valor e de que a vida tem outras cores e sabores.

Já faz tempo que li o livro De volta a vida, de Lance Armstrong, o famoso ciclista. Ele teve câncer e conta um pouco da sua batalha. Em determinada altura, ele fala da dificuldade de não ter morrido. Parece insanidade, mas não é. Ele conta que durante sua batalha pela vida, seu foco estava em não morrer. Quando se curou, a vida estava diferente. Ele tinha que reaprender a viver. Neste momento, ele usa um termo muito interessante: sobrevivencialismo.

Certa vez, conversando com um amigo que viveu uma destas experiências traumáticas, ele me disse do valor que passou a dar às coisas mais simples do mundo, como uma brisa, um por do sol ou beber um copo de água fresco. O ponto está justamente no foco, na importância e na consciência que damos às coisas.

Refletindo um pouco sobre tudo isso, cheguei a conclusão de que a tal consciência que precisamos passa por desligar o piloto automático. Fazemos coisas demais sem atenção, sem estar presente naquele momento. É como se estivéssemos anestesiados para o agora. Acredito que seja preciso despertar…

A parte boa dessa história é que não precisamos passar por situações traumáticas para causar mudanças profundas na nossa vida. Precisamos do toque certo, da tomada de consciência precisa, somada de um mergulho nas suas competências pessoais, que já estão todas aí, dentro de você, para que se decida fazer diferente.

Das ferramentas que conheço, a mais eficaz para estas mudanças profundas e duradouras é a programação neurolinguística. Porque trabalha a forma que pensamos de maneira prática e aguda. Porque se comunica com nosso cérebro e dá comandos precisos. Porque altera nossa forma de enxergar o mundo.

Como disse uma vez Albert Einstein: “a mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”.

Que tal pensar em tudo o que você gostaria de mudar de vez na sua vida. E agir?

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

 

Nova Regra no Rotativo do Cartão de Crédito: resolve?

Em janeiro, o Conselho Monetário Nacional anunciou medidas que alteram a forma como a operação do crédito rotativo é realizada. A partir de 3 de abril, as instituições financeiras serão obrigadas a migrarem o saldo do rotativo do cartão com mais de 30 dias para uma linha de crédito com menores taxas. Em outras palavras, para quem ficar no rotativo do cartão por mais de 30 dias, a administradora será obrigada a oferecer uma linha de crédito mais barata e com prazos definidos. Mas, No Final das Contas, o que muda em nossas vidas?

A ideia é simples! Entretanto, a regra está longe de ser clara, desalegrando Arnaldo Cézar Coelho.

Na resolução 4.549 do Banco Central, a decisão traz dois pontos fundamentais:

  • A linha do crédito rotativo, quando a fatura não for liquidada integralmente até o vencimento, só poderá ter saldo devedor até a próxima fatura.
  • O financiamento do saldo devedor deverá ocorrer em uma outra linha de crédito mais vantajosa para o cliente.

Simples! Porém, fica a cargo das instituições financeiras decidirem quais mecanismos utilizarão, em quantas parcelas tais financiamentos serão quitados, quais taxas e encargos serão executados, se tais informações serão evidenciadas na fatura ou não…

Para se ter uma ideia, os juros do crédito rotativo giram em torno de 500% ao ano. Já os juros do crédito parcelado estão na casa dos 150% anuais. Analisando a regra ao pé da letra, qualquer taxa abaixo dos 500% ao ano respeita a Resolução do Banco Central, não precisando nem se aproximar dos 150% anuais do crédito parcelado.

A alteração é benéfica para o cliente?

Depende! Acreditamos que depende de cada um de nós toda a preparação para a mudança. Ficar nas mãos das intuições financeiras é um grande perigo.

Nosso ponto é: temos que nos preparar individualmente. Independentemente da nova Resolução, nossa dica aqui é gastar no cartão de crédito apenas o que poderemos EFETIVAMENTE pagar. Nada de entrar nessa história de pagar o mínimo da fatura. Pagar o mínimo da fatura gera esse saldo devedor com juros altos.

Mas e se eu já estou nessa situação?

Calma! A solução em meio aos juros altos é de SIMPLIFICAR! Renegocie tudo o que puder junto à sua instituição bancária. Se mesmo assim não conseguir bons descontos, nossa indicação é buscar alternativas: outras instituições financeiras, linhas de crédito ou financiamento mais baratas, entre outras. A ideia é trocar um empréstimo caro por outro mais barato, com taxas de juros menores.

Resumindo, tenha disciplina para saber quanto pode gastar e não caia em possíveis ciladas! Só assim sua situação financeira poderá melhorar. Alguns dirão: fácil falar, difícil fazer. E, infelizmente, concordamos. Nem sempre é fácil ou simples ter a disciplina para mudar nosso estilo de vida e consumo. Mas, sem dúvida, é absolutamente necessário!

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

Fontes: http://www.valor.com.br/financas/4849050/cmn-muda-regra-do-cartao-de-credito-para-restringir-uso-do-rotativo

https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp?numero=4549&tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o&data=26/1/2017

Tem gente sem educação falando de Saúde Financeira…

Alguns consultores de finanças pessoais afirmam poder ajudar seus clientes a ter saúde financeira. Daí eu me pergunto: como ter saúde financeira sem educação?

Estamos falando aqui de Educação Financeira! [icon name=”emo-saint”]

Vamos pensar juntos? Quando falamos em deixar as contas e finanças pessoais com saúde, imaginamos deixá-la no azul, com aplicações que possam render juros. Parece interessante não é mesmo?

Acredito que é o sonho de qualquer pessoa e que, de um jeito ou de outro, buscamos isso para nossas vidas.

Mas acredito também que educação vem antes da saúde, pelo menos no que diz respeito a finanças pessoais.

Vou fazer uma comparação que para mim faz todo sentido: mais uma vez, o regime. Quando pensamos em ter uma alimentação saudável, em emagrecer, logo imaginamos um regime, em comer coisas saudáveis, fibras, verduras e legumes. E muitos iniciam um regime restritivo, abrindo mão – e fechando a boca – para coisas gostosas que sempre fizeram parte do seu cardápio. Assim, pizza nem pensar, chocolate vira veneno, massa nem de graça.

Quando atingimos o peso pretendido, saímos do regime. E muitas pessoas acabam voltando a consumir o que estavam acostumadas. Resultado? Voltam a engordar.

Quando este processo é acompanhado por um nutricionista, é bastante comum que ela não fale em regime, mas, sim, em reeducação alimentar. O segredo para uma dieta saudável está muito mais em se reeducar do ponto de vista de alimentação do que de um regime que se faz durante algum tempo.

Com relação às nossas finanças pessoais funciona do mesmo jeito. Não adianta só baixar planilhas da internet, apps para celular ou assistir a um vídeo no YouTube, para fazer valer uma promessa de mudança de organização financeira ou para sair de uma crise. Vale durante algum tempo, como o regime. Mas assim que as coisas voltam ao lugar, ou assim que recebermos um estímulo ao consumo, a tendência é que voltemos ao comportamento anterior.

Assim, para termos saúde financeira, na nossa visão, precisamos daquela reeducação financeira. Ocorre que não é uma reeducação, porque nunca passamos por um processo de educação financeira. Repetimos comportamentos aprendidos ao longo da vida.

É por este motivo que acreditamos em um processo que parte da desconstrução de crenças e valores, para depois construirmos um novo modelo de relação com o dinheiro. É por isso que acreditamos que ter saúde financeira é ótimo. Mas Educação Financeira é fundamental. E para termos a primeira, devemos começar pela segunda.

E você, o que acha? Faça seus comentários em nossas redes sociais. E se tiver alguma dúvida, pergunte-nos. No final das contas, o que a gente quer mesmo é transformar a vida das pessoas e que você tenha tranquilidade financeira, com saúde e educação!

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.