Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Fala, pessoal! Como estamos?

Hoje o tema é um pouco mais financeiro e envolve um pouco de matemática. Mas juro, logo depois deste pequeno texto, você saberá EXATAMENTE o que fazer! Afinal, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Mas antes, o que são INADIMPLENTES?

61 milhões de inadimplentes! Esse é o número publicado na última pesquisa realizada pela Serasa Experian e IBGE. Inadimplentes são pessoas que contraíram dívidas e não pagaram no prazo. Portanto, se você tem uma dívida ou financiamento mas paga em dia, seu nome não corre o risco de ser “negativado”. Negativado? Oi?!

Negativado é o termo utilizado quando o nome de uma pessoa inadimplente é enviado para o Cadastro das Empresas de Informação de Crédito. Isso pode ocorrer de 30 a 45 dias de atraso nas contas, com exceção das contas telefônicas, que exigem 90 dias de atraso.

Mas só tem dívida quem está inadimplente?

NÃO! Todas as pessoas que possuem algum empréstimo, financiamento ou qualquer contrato de parcelas para aquisição de qualquer bem possui uma dívida!

Mas antes de falarmos se vale ou não a pena…Vamos entender os motivos!

Mais importante do que resolver sua dívida é entender o por quê ela existe. Existem 3 perfis de comportamento quando falamos de dinheiro:

  1. Poupador Consciente: tem o hábito de poupar independentemente de quanto ganha. Dificilmente se envolve em dívidas e, quando contrai algum tipo de empréstimo ou financiamento, recebe mais juros provenientes dos investimentos do que paga.
  2. Poupador/Devedor Eventual: ora paga juros, ora recebe. Não tem a disciplina de poupar, mas também não tem o hábito de dever. Poupa “quando dá”. É indisciplinado, mas está longe de ficar no vermelho, envolto em dívidas.
  3. Devedor Compulsivo: de dívida em dívida, o Devedor Compulsivo praticamente precisa de uma dívida para sobreviver. Ele acredita, ERRONEAMENTE, que para prosperar é necessário contrair dívidas.

Como podemos ver, assim como nosso porte físico, que depende de nossos hábitos alimentares e de exercícios, nossa situação financeira está diretamente atrelada aos nossos hábitos financeiros e de consumo. Nos dois casos estamos falando de HÁBITOS!

Se você contraiu uma dívida eventual, ok! Acontece mas se prepare para que não ocorra novamente de forma prejudicial à sua tranquilidade financeira.

Agora, se você sai de dívida e entra em outra, aí temos um problema considerável de hábitos financeiros péssimos. Cuidado, você está no caminho do CAOS financeiro.

Quanta enrolação! No Final das Contas, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Então…vamos lá! Direto ao ponto!

Fazer empréstimo ou contrair uma dívida são cenários muito parecidos: pagar juros. Não interfere muito a causa do empréstimo, do financiamento, da dívida. O foco da discussão deve ser o juro pago. Desta forma, quanto menor a taxa de juros, e, por sua vez, o montante total pago em juros, melhor!

Assim, se você possui uma dívida de 60 meses, no valor total de R$100mil com juros de 4,5% ao mês, trocar por uma dívida com um percentual de juros menor do que 4,5% ao mês já vale a pena. Se quiser comprovar, pegue os cálculos da amortização da dívida e veja o quanto paga de juros quando quitá-la por completo. Vamos ver?

 

Como podemos ver acima, uma leve queda na taxa de juros (de 4,50% para 4,49%) significa uma economia considerável, de mais de R$500 se a amortização do empréstimo for pela Tabela Price e mais de R$300 pela Tabela SAC.

“E se eu conseguir uma taxa melhor? Melhora muito?”

COM CERTEZA!

Vamos simular o mesmo montante (R$100mil), no mesmo prazo (60 meses), com uma taxa acessível no mercado e consideravelmente menor que a aplicada no primeiro exemplo: 3,0% ao mês.

Pois é! Consegue ver? Seus juros pagos possuem uma diferença ABSURDA!

  • Tabela Price: diferença de R$73.927,78. São quase 75 mil reais!
  • Tabela SAC: diferença de R$45.750,00.

Assim comprovamos nossa tese: vale, sim, a pena trocar uma dívida cara, com alta taxa de juros, por um empréstimo mais barato, com uma taxa de juros menor! A dica é sempre fazer a conta e ver em quais condições pagamos menos juros.

“E qual tipo de amortização vale mais a pena: SAC ou Price?”

Se você tiver acesso à Tabela SAC, melhor. Acontece que depende muito de algumas variáveis para ter acesso a uma grande prestação inicial, como uma renda maior, por exemplo.

A Tabela SAC exige pagamentos maiores no início, mas no final das contas, os juros são menores do que na Tabela Price.

Espero que este post tenha ajudado a refletir e a melhorar um pouco sua situação financeira!

Se tiver dúvidas quanto à sua dívida, entre em contato conosco através do Whatsapp (11) 9 4142 9797 ou pelo nosso facebook (www.facebook.com/nofinaldascontas).

Um abraço e até mais!

 

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/brasil-tem-recorde-de-inadimplentes-61-milhoes-com-nome-sujo.html

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Uma parte de você não quer sair do vermelho. Acredite!

Antes de você me xingar ou dizer que sou louco, leia este artigo até o final! Vamos te contar que parte de você, acredite, não quer sair do vermelho ou não quer que você enriqueça. Como você pode fazer para mudar isso? Em primeiro lugar, aceite a dúvida e siga adiante. Se No Final das Contas você não gostar de nada aqui, pode reclamar e comentar. Mas a gente acha que você vai acabar indicando esse artigo para mais gente. (sugestão de tirar)

“Ok, então qual parte de mim não quer que eu enriqueça?”

Calma caro leitor ou leitora, antes preciso lhe apresentar para alguém muito especial. Você mesmo(a). Na verdade, há uma parte que a gente acha que somos nós mesmos, mas é apenas uma fração de nós. Com vocês, sua mente!

Uma parte importante de nós é a nossa mente. Tem gente que chama de consciência ou de ego (para os psicólogos de plantão). Em linhas gerais, de uma forma bem simplista, é como nós nos enxergamos. São nossos diálogos internos, nossos pensamentos, nossos desejos conscientes.

Mas a gente é bem mais do que a nossa mente. Somos também matéria (um punhado de células que processa alimentos, água e oxigênio – e umas coisinhas mais), somos a parte inconsciente (os sonhos enquanto dormimos, por exemplo), a parte de nós que não conhecemos completamente, que se manifesta de maneira simbólica.

E, dentro de nós, temos também o nosso juiz interno que é formado ao longo da nossa vida com o que vivemos e aprendemos do mundo, nossas experiências e nossos valores (criados em casa). Ele que vive nos julgando e, de certa forma, nos freando.

Algumas pessoas têm o juiz bem forte, que atua como uma voz interna, nos recrimina e repreende, sempre que vamos fazer algo gostoso, divertido ou interessante. Ok, isso foi um certo exagero de minha parte. O juiz é bem importante para nos proteger, para não deixar que façamos coisas que nos prejudiquem ou que sejam contra nossos valores.

Na verdade, o juiz envia lembranças e informações diretamente para nossa consciência, a tal voz interna. E, às vezes, nem envia, apenas nos impede de fazer alguma coisa de forma automática e simplesmente deixamos de fazer essa coisa porque nem pensamos que fazer diferente fosse uma opção. Guarde bem esta informação. Ela será bem importante mais para frente.

O fato é que a dupla “juiz e voz interna” formam o que chamamos de mente. A função principal dela é impedir que você sofra. Entendemos sofrimento aqui como qualquer coisa que faça você “pagar mico” e seja ridicularizado, corra perigos físicos, seja rejeitado, entre outros.

Então, a mente é sempre legal?

Bem, não. Claro que impedir que a gente sofra é muito legal. Não fosse pela mente, talvez a gente sentisse vontade de voar e pularia do 10º andar de um prédio, porque voar é bacana… Neste caso, quando a mente impede você de fazer isso, ela está cumprindo brilhantemente seu papel. O ponto é que ela avalia situações de risco “olhando pelo retrovisor”. Em outras palavras, ela vai sempre buscar qualquer referência negativa sobre um assunto, para te “contar” e alertar dos perigos possíveis de uma determinada ação ou comportamento. A mente é medrosa e fica falando para você: Olha que isso pode dar errado. Ou então: Já pensou se isso não der certo? Ou ainda: Você está louco? Para que correr este risco? Não estamos bem do jeito que está? E este é o problema. A mente muitas vezes o impede de experimentar o novo, de tentar coisas novas que podem ser melhores do que as já conhecidas. E com isso você vai fazendo tudo sempre do mesmo jeito.

O que isso tem a ver com dinheiro e tranquilidade financeira?

Certamente você já ouviu falar da zona de conforto. Um lugar conhecido, onde os riscos são bem menores, lugar ou caminho que você domina e nem precisa pensar muito para “transitar”. Isso vale para o trabalho (quando você faz as coisas há muito tempo e domina o “pedaço”), para os relacionamentos, amizades, comportamento de compra, jeito de lidar com o dinheiro, como usar o cheque especial ou cartão de crédito… Está dando para entender? A zona de conforto é tudo aquilo que estamos acostumados, é o conhecido, é aquilo que tem risco baixo e que agrada profundamente a nossa mente. Afinal, ela já sabe que ali os perigos são pequenos ou controlados.

Em outras palavras, a mente não quer que você saia da zona de conforto porque lá vive o desconhecido, as armadilhas, o sofrimento.

E não vou mentir para você, amigo leitor, amiga leitora, fora da zona de conforto existe tensão. O que a gente não domina ou não conhece nos deixa tensos, ansiosos, nervosos. Mas este lugar é conhecido como Zona de Tensão Criativa. É exatamente aí que moram as novas competências, a criatividade, o fazer diferente. E daí nascem os conflitos e, pior do que isso, os Sabotadores!

Qual a diferença entre conflitos e Sabotadores?

Os conflitos pressupõem ideias diferentes que podem ser analisadas, debatidas e, eventualmente, essa nova ideia pode ganhar. Nesse caso, você pode se permitir experimentar o novo porque venceu esse conflito com a mente.

O problema são justamente os Sabotadores. Lembra quando eu falei do automático e disse que era importante? Pois é aqui que ele entra.

Mais uma vez, de forma simplista, nosso cérebro consome em torno de 20% da energia do nosso corpo, o que é bastante. Então, a natureza criou uma forma de economizar energia, classificando nossas experiências vividas, avaliando a repetição e tornando automático o maior número de experiências possíveis. É por isso que muitas vezes a gente não precisa pensar para fazer algumas coisas porque elas estão no automático, como dirigir, andar, falar etc. Se tivéssemos que pensar para fazer tudo, ficaríamos esgotados. Aproveito aqui para sugerir um filme que trata deste assunto de um jeito divertido chamado CLICK, com Adam Sandler (2006).

O ponto é que se a gente não interferir neste processo, a mente vai tentar classificar ou associar tudo como algo já vivido. E vai colocar no automático. Só que o mundo está mudando bem rápido  e a gente deveria questionar e vivenciar mais as experiências antes de colocá-las no automático. Isso vale para relacionamentos, para trabalhos, para saúde, para dinheiro.

E os Sabotadores?

Os Sabotadores são os agentes enviados pela mente para que você não saia da zona de conforto, para que não tire alguma coisa do automático. Isso vale para as mulheres que saem de um relacionamento e afirmam que “os homens são todos iguais” ou quando você se conforma e diz “não adianta votar diferente porque política não vale a pena” ou ainda quando diz “esse negócio de investimento é muito complicado; vou deixar isso para o gerente do banco resolver”.

Os Sabotadores são afirmações que você faz para si mesmo para deixar de pensar sobre um assunto com a finalidade de não se permitir algo novo ou diferente. Porque a mente prefere que tudo fique como está.

Mas que mal há em ficar rico?

Você pode estar se perguntando: Ok João, mas ficar rico ou ter tranquilidade financeira é bom, não há sofrimento envolvido nisso. Por que minha mente estaria “jogando contra”?

Meu caro, minha cara. A situação atual, por mais complicada que seja, é conhecida e a sua mente adora o que ela conhece. Talvez já tenha passado pela sua cabeça um pensamento do tipo: se eu ganhar na Mega Sena, já imaginou o tanto de gente que vai me pedir dinheiro emprestado? Ou tudo bem jogar, é tão difícil de ganhar mesmo…

Muitas vezes, os Sabotadores são sutis e acabam nos convencendo de que era melhor mesmo deixar tudo como está…

Pesquisa dos Sabotadores

Quando lançamos nossos cursos, nossos clientes algumas vezes apresentam objeções ou “desculpas” para não cursarem naquele momento. Fizemos uma pesquisa sobre os principais motivos de recusa.

Faço um convite a você para perceber e refletir sobre cada um deles. Você certamente vai notar um pedido quase desesperado da mente para deixar tudo como está. Vamos à lista?

Não tenho tempo.

O clássico: falta de tempo. Para continuar endividado e pagando juros você tem tempo e para investir em algo que pode mudar a sua vida, não?

É muito complicado, difícil, chato.

Outro clássico. Fácil mesmo é continuar endividado, tudo do mesmo jeito. Legal mesmo é continuar não tendo controle sobre seu dinheiro e sua vida financeira?

Vou deixar para fazer quando tiver dinheiro.

Essa é outra interessante. Quer dizer que hoje você não tem dinheiro, um dia você vai resolver sua situação financeira e, só então, fará um curso para aprender a lidar com dinheiro? Ah tá…aquele dinheiro para sair, ir jantar fora, frequentar shows nunca falta, não é mesmo?

Por que devo pagar por um curso que vai me ensinar a economizar?

Talvez porque aprender custa algum dinheiro? Mas principalmente porque resolver sua situação financeira VALE muito. Ou não? Então não vou pagar para deixar tudo como está…o preço da inércia é muito maior, acredite!

Mas um fim de semana inteiro para falar de Educação Financeira?

Ficar na frente da televisão, tudo bem. Ficar dormindo, também. Mas investir um tempo para mudar sua condição financeira parece demais. O que você tem de tão importante para fazer que não pode investir na mudança da sua vida financeira?

Esse mês estou apertado. Faço no próximo.

É uma variação da falta de tempo. Agora eu não posso, muitos compromissos, quem sabe da próxima? Vai empurrando com a barriga e aproveita para deixar tudo como está…

Vou esperar virar o mês para controlar direitinho minhas contas/despesas.

Eu sei que preciso controlar meu dinheiro. Mas estamos no meio do mês. Vou deixar para o mês que vem.

Isso mesmo. Faça como todo regime que começa em uma segunda feira qualquer. Se você não se empenhar e quiser mudar, as coisas sempre ficarão sempre para depois.

Esse é assunto de homem.

Mulheres, pelo amor de Deus. Sua vida é assunto seu, bem como seu dinheiro. Se você terceirizar o controle das suas finanças para alguém, você estará delegando o resultado. Depois não adianta reclamar. Tome as rédeas da sua vida financeira.

Você não é sua mente!

Consegue perceber, amigo leitor, amiga leitora, como as pessoas têm desculpas para tudo quando não querem mudar. Não brigue com sua mente, ela apenas está fazendo o papel dela. Você precisa se dissociar dela, aceitar que ela cumpre um papel importante, mas que você pode tomar decisões diferentes.

Nosso convite é que você sempre reflita sobre as desculpas que dá, sobre os ditados populares (eles escondem crenças poderosas) e que você de fato troque uma ideia com a voz interna quando ela te mandar fazer alguma coisa. Entenda que ela não está no controle, não é ela quem manda e que ela pode, no máximo, sugerir. Você, conscientemente, deve se perguntar se o novo, a nova experiência, o novo relacionamento, o novo curso, a nova forma de ver alguma coisa não seria mais interessante ou, no mínimo, mais enriquecedora, afinal uma mente que se expande nunca mais volta ao tamanho original.

Viva o novo e aceite a dúvida!

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

Por que não consigo arrumar minha vida financeira?

Na maioria das conversas que temos – e olha que tem muita gente que nos procura para falar sobre finanças pessoais – uma queixa recorrente é justamente porque é tão difícil arrumar a vida financeira. Queremos aqui, neste texto, listar os principais motivos, tudo aquilo que contribui para a bagunça, e muitas vezes, o caos financeiro que boa parte dos brasileiros vive hoje.

A culpa é da crise

Uma das técnicas que utilizamos, é devolver a pergunta ao nosso interlocutor com uma provocação. A ideia é provocar a reflexão, que é um dos caminhos mais eficazes para o autoconhecimento e que também nos ajuda a perceber como ele, o outro, se percebe com relação ao dinheiro.

É bastante comum que as pessoas coloquem a culpa na crise que o país atravessa. É verdade que a situação de algumas pessoas se deteriorou por causa da crise, do desemprego, da inflação, mas boa parte das pessoas nunca teve organização em suas finanças. Mesmo em momentos em que estavam empregadas e ganhando bem.

Então, a reflexão aqui para você, caro leitor, é justamente essa. A crise é a única culpada? Em outros momentos da sua vida, você teve tranquilidade ou organização financeira?

Nossa experiência mostra que a crise é apenas um elemento a mais no caos financeiro que muitas pessoas atravessam.

Para onde vai seu dinheiro

O próximo e muito importante passo para compreender como você chegou até este momento financeiro da sua vida, é refletir se você sabe exatamente para onde vai seu rico dinheirinho. Muitas pessoas sabem, em linhas gerais, com o que gastam, mas não têm controle no detalhe – ou com os detalhes…

Sempre pergunto para meu interlocutor se ele já teve aquela sensação de ter uma nota de R$ 50 ou R$ 100 na carteira e gastar R$ 3 ou R$ 4 reais com um cafezinho, por exemplo, e depois parece que o restante do dinheiro – que era a maior parte – simplesmente ter sumido. As cabeças se agitam nervosamente em sinal afirmativo. Parece que ao “abrir” uma nota grande, o dinheiro cria asas e some.

Essa é a importância do controle no detalhe das despesas. Se tiver o hábito e a disciplina de anotar tudo o que gasta, cada centavo de real, garanto que você vai levar um susto no final do mês. As pequenas despesas despercebidas viram um montante considerável no final de um mês ou de um ano.

Lembra do ditado? “O diabo mora nos detalhes”.

O antídoto?

Controle, disciplina e uma boa ferramenta. Nós, da No Final das Contas, gostamos de soluções na Internet que podem ser acessadas facilmente de qualquer lugar ou um bom aplicativo de celular porque hoje sempre estamos com nossos smartphones à mão. Logo depois de uma compra ou despesa, saque o todo poderoso do bolso e anote.

O ideal é que esta ferramenta já contenha algum tipo de categorização (a gente tem as nossas categorias, que você pode conhecer aqui) e que você já atribua aquela despesa a uma categoria para que saiba quais são as que estão consumindo os seus recursos.

Mas como saber quanto gastar em cada categoria?

Taí uma resposta que faz toda a diferença na sua vida financeira. Depois de controlar suas despesas por uns 2 ou 3 meses, você conhecerá seus padrões de comportamento financeiro. Por onde tem ido seu dinheiro e com o que tem gasto seus recursos.

Transformando tudo em percentual, você verá que parte vai para suas necessidades essenciais – aquelas despesas sem as quais sua vida fica mais difícil ou até impossível; parte será gasto com diversão de um modo geral – é o cinema, o chopp ou balada, o churrasco de fim de semana e assim por diante; uma parte vai para compras que você deveria ter se planejado com alguma antecedência – a compra de uma TV ou celular novos, a troca da geladeira, a prestação da viagem de férias etc; outra parte que você pode encontrar (ou ao menos deveria) são despesas com seu desenvolvimento pessoal – o curso de inglês ou informática, a terapia ou academia, a compra de um livro técnico são exemplos destas despesas.

Idealmente, na nossa metodologia, você deveria ter gasto algum dinheiro ajudando alguém de alguma forma – seja aquele estagiário que precisa de um papo sobre sua carreira, ou um amigo que passa por dificuldades e quer conversar, ou ainda as despesas que você tem quando leva aquela tia idosa para almoçar, com o propósito de fazer o bem – que acaba sendo para ela e para você.

Pode ser que você encontre despesas que não se enquadram em nenhuma categoria, como aquela compra do fone de ouvido que você nem precisava, mas deu uma vontade de comprar, ou aquele sapato novo da coleção que acabou de sair ou ainda aquele que acabou de entrar em promoção, ainda que você nem estivesse pensando em comprar no momento. Sim, meu amigo ou amiga leitora, estamos falando das famigeradas compras por impulso.

Impulso que não impulsiona

Você sabia que as compras por impulso representam algo como 1% a 3% de todas as compras que fazemos, mas que o dinheiro gasto com elas pode chegar a 25% da nossa receita? Pois é. Comprar por impulso pode ser um dos motivos que estão bagunçando suas finanças pessoais. É o tipo de despesa que só impulsiona seu endividamento.

Não estamos falando aqui para deixar de comprar algum item pelo prazer de comprar. Absolutamente, não! O que estamos propondo é que estes gastos também sejam pensados, planejados.

Quem se prepara não se preocupa. Se você reservar um dinheiro para estas compras, você pode escolher quando fazer e o que comprar. Mas não será surpreendido pela fatura do cartão que fugiu do controle.

Voltando à nossa questão das categorias, clique aqui e baixe um resumo das nossas categorias e quanto você deveria destinar a cada uma delas. Com isso, e com o controle dos seus gastos mensais, será mais fácil saber aonde está o desequilíbrio financeiro das suas contas.

Fácil falar, difícil fazer

Pode ser que a essa altura, você esteja falando exatamente isso: “é fácil falar ou escrever essas coisas; aposto que ele não faz; ainda que faça, ele não está na minha pele pra saber como as coisas são por aqui!”

Acredite, amigo ou amiga leitora, eu já estive bem aí, com as contas desequilibradas ou desajustadas, nesse caos que talvez você esteja vivendo, sem saber por onde começar. E é por isso que estamos aqui. Para ajudá-lo(a)!

Antes de mais nada, cuidado com os sabotadores! Você pode ter zilhões de desculpas para não começar a organizar sua vida financeira. E são desculpas mesmo! Desde a falta de tempo, que vem junto com o pensamento: “quando esse cara imagina que vou ficar alimentando planilhas ou um aplicativo de celular com as minhas despesas. Trabalho 15 horas por dia e não tenho tempo pra nada!” Típico sabotador de tempo. Se você criar o hábito de lançar suas despesas quando elas acontecem, você não levará mais do que alguns segundos para atualizar. Aposto que você gasta bem mais o que isso no WhatsApp por exemplo. E, convenhamos, nem sempre com coisas úteis.

Quer ver outro sabotador? “Nossa, que chatice ficar fazendo contas e olhando para planilhas. Aliás, eu nem sei muito bem como isso funciona. Isso não é para mim!” Este é o sabotador da dificuldade. E mais uma vez, digo que é apenas uma questão de hábito, de querer fazer.

Poderia ficar listando outros tantos sabotadores. Aliás, me comprometo a escrever aqui mais sobre eles. Fique ligado na nossa página, para receber este conteúdo também!

Mas o que eu gostaria por agora é ajudá-lo a perceber como os sabotadores funcionam. É como uma voz bem baixinha que começa a conversar com você e tenta te impedir de fazer algo novo. E não estou falando apenas de finanças pessoais. Repare como esta voz interior vive lhe dando conselhos ou desencorajando você de fazer algumas coisas. Pois bem, essa é a função dela.

Alguém soprou no meu ouvido

Essa voz tem a função de evitar que você se afaste da sua zona de conforto. Fazer o que você está acostumado a fazer é bem mais seguro. Essa voz quer te proteger. Não brigue com ela…

O legal é que você pode mostrar a ela que novas coisas, novos hábitos, podem ser tão seguros e ainda gerar benefícios enormes para sua vida. Então, vença a inércia! Diga a ela que você agradece pela preocupação mas, que só dessa vez, você vai tentar. E faça! Anote as despesas, invista um tempo para olhar todos os dias para suas contas, compare com o que deveria estar gastando e aprenda a se conhecer.

Passado alguns dias, e com alguns resultados positivos do novo comportamento, esse novo hábito se tornará comum. E quando você deixar de fazer, a tal voz sussurrante vai lembra-lo: “você não está esquecendo de nada?

Essa é uma das maneiras mais eficazes de instalar um novo comportamento. Insista!

Ah, para reconhecer esses sabotadores, desconfie das verdades absolutas que o guiam. Não tenho tempo. Não sei fazer. Vou deixar para outro dia etc. Mas este é um assunto para outro artigo.

O próximo passo: ajustar

Pois bem. Você já se convenceu de que a crise não é a única culpada. Você sabe que parte da responsabilidade é sua e que precisa vencer a inércia. Já baixou um aplicativo e está controlando suas despesas no detalhe. Já baixou nosso e-book com as categorias, para comparar com os seus gastos. Parabéns! Olha quanta coisa você já fez para arrumar sua vida financeira. Falta só … arrumar! Vamos lá?

Ajustes não são restrições

Nosso cérebro não gosta de restrições, de privações. Ele vai tentar demovê-lo de qualquer ideia que seja restritiva porque ele acha que “vocês” vão sofrer. E ele não quer isso.

Mas quem falou em restrição? Ajustes são correções que fazemos em várias áreas das nossas vidas para termos ganhos, benefícios e melhorias.

Se você partir desse ponto e se convencer disso, aceitará os ajustes como uma etapa de correção com enormes ganhos depois.

Uma ideia importante que você deve aceitar é que pagar juros não é saudável, não faz bem e, no longo prazo, pode lhe trazer grandes complicações. Então, um ajuste necessário para melhorar sua vida é parar de pagar juros.

Aqui vão algumas dicas para auxiliá-lo neste processo.

Como você já tem controle dos seus gastos, poderá ver todas as despesas que te fazem pagar juros e:

  1. a)          Renegociar – bater na porta do credor e solicitar redução dos juros, afinal as taxas estão caindo.
  2. b)         Trocar por uma despesa que não cobre juros ou que tenha juros mais baixos – se a dívida está em um banco ou é um empréstimo, ou ainda cartão de crédito, troque a dívida. O cheque especial e o cartão de crédito estão entre as taxas mais altas. Um empréstimo consignado, por exemplo, tem taxas menores. Pegue este último para pagar os primeiros.
  3. c)          Reduzir momentaneamente suas despesas com diversão, com compras de longo prazo e desenvolvimento pessoal para se livrar rapidamente dos juros – estes são alguns ajustes que poderá fazer.

Além disso, para cada categoria você deve fazer esta análise. Por exemplo, quais são as despesas com necessidades essenciais que podem ser alteradas? Eu preciso deste plano de celular ou TV a cabo? No extremo, e dependendo de sua situação financeira, você pode chegar à conclusão de que não precisa ou não deve morar onde mora, que pode fazer ajustes nisso também. Outra ideia é trocar a diversão atual por algo mais em conta. Às vezes um piquenique no parque vale mais do que um passeio no shopping ou uma tarde de compras. Acredite!

Eu mesmo sempre faço essas análises, mesmo quando a situação não é de desequilíbrio, porque o objetivo é ter tranquilidade financeira. Fazer ajustes deveria tornar-se um hábito.

Como arrumar sua vida financeira?

A resposta é simples mas não é rasa. Em outras palavras, dá trabalho porque envolve autoconhecimento e as pessoas não estão muito acostumadas a olhar para dentro. Passa por convencer-se a promover mudanças de hábitos e comportamentos. Passa por reflexões sobre estilo de vida e consumo. E passa por ajustes, pelas conversas internas, pela consciência da necessidade de mudanças.

Falando assim, parece complexo, difícil e até meio assustador. Deixe-me melhorar as coisas.

  1.         Tenha a disciplina de controlar suas despesas no detalhe. Escolha uma ferramenta para isso, enquanto a nossa não fica pronta (ops, falei…).
  2.         Compare como suas despesas estão hoje, frente a como deveriam ser para lhe trazer tranquilidade financeira. Temos uma metodologia infalível, com categorias claras, bem aqui.
  3.         Promova ajustes onde houver desequilíbrio, mude. Não é restrição, é ajuste e isso é muito bom!
  4.         Pare de pagar juros ou tente diminuir o que paga. O objetivo é parar de pagar juros o quanto antes e começar a receber! O dinheiro precisa trabalhar por você!
  5.         Planeje as compras por impulso. Parece contraditório. Porque se são planejadas, não são por impulso. A ideia aqui é estar preparado, com dinheiro no bolso, para quando quiser comprar algo fora do comum.

O caminho é a mudança de comportamento financeiro. Não se trata de ganhar mais ou gastar menos, trata-se, isso sim, de fazer melhores escolhas, de preparar-se. O problema da falta de dinheiro, por incrível que pareça, não reside no bolso. A dor no bolso é consequência e não a causa!

Que tal arrumar a vida financeira de vez?

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

 

Maneiras saudáveis de usar o dinheiro do 13º Salário

E aí, pessoal! Como estamos?

O final do ano se aproxima e junto com ele, um monte de coisa que todo ano nos abraça: Natal!

Logo depois do Natal, vem o ano novo, que praticamente pede praia e celebração.

2018 entra trazendo calor de 40º e um verãozão de matar. Pra completar a festa da bagunça, contas extras (geralmente não planejadas) surgem como que num ato apocalíptico: material escolar, IPVA, matrícula, e boletos que parecem vir desde o polo norte ao polo sul. É incrível!

Entra ano e sai ano e as coisas não mudam! É a mesma tormenta. Será que o problema está mesmo no bolso? Acho que não…

13º: A salvação para as contas de virada de ano

Taí o salvador da pátria! Para resolver as contas extras de Natal, ano novo e início de ano, a esmagadora maioria das pessoas recorre ao 13º Salário.

É ele quem paga as contas extras TODAS. Às vezes, cabe no bolso e o 13º resolve mesmo a situação momentaneamente. Às vezes, não, e haja cartão de crédito e cheque especial pra dar conta de todo o resto.

Mas esse é o raciocínio correto? É assim que o problema deve ser resolvido?

Uma questão de PROPÓSITO

Quando o assunto é dinheiro, devemos pensar um pouquinho lá na frente. Questionamentos do tipo:

  • Esse financiamento faz mesmo sentido lá na frente?
  • Quanto de juros vou ter que pagar?
  • Por que devo comprar isso?
  • Agora é o momento?

São perguntas simples, mas questionar o motivo dos gastos é fundamental para chegarmos na Tranquilidade Financeira.

“Então, pensando em nossa Tranquilidade Financeira, qual é a maneira mais saudável para eu gastar meu 13º?”

O ponto de partida: Você está endividado?

Pois é! Se sua situação financeira é caótica e parece não ter solução quando você olha para o tanto de dívida que tem pra pagar, então o 13º pode ser um bom caminho para sanar algumas dessas dívidas e diminuir o tanto de juros que paga por mês.

Por uma questão lógica, os bancos funcionam da seguinte forma: buscam recursos mais baratos através da oferta de investimentos e emprestam estes recursos por um preço mais caro, cobrando juros. Na prática, é bem difícil ganhar de um banco nesta conta. Então, parar de pagar juros não é apenas recomendável, como também é o primeiro passo para entrar no caminho da tão sonhada Tranquilidade Financeira.

“Ok, Victor. Mas eu não estou tãããããão endividado assim. Como devo gastar meu dinheiro do 13º?”

Maneiras saudáveis (de fato) para usar seu 13º

No caso de a pessoa não estar endividada, o processo é mais simples e menos angustiador. Recomendamos o uso das nossas tradicionais categorias, considerando o 13º como uma entrada normal de recursos.

Portanto:

  • 55% destinados às Necessidades Essenciais, como água, luz, telefone, internet, comida, impostos;
  • 10% para Tranquilidade Financeira, investindo para garantir sua liberdade financeira futura;
  • 10% para Diversão, pagando as contas “extras” do Natal e das celebrações de Ano Novo;
  • 10% destinados às Compras de Longo Prazo, investindo para comprar seu carro ou sua casa própria (cuidado com isso, hein, meu jovem?!?!), ou até mesmo para realizar seu sonho de conhecer a Disney ou a Europa;
  • 10% para Desenvolvimento Pessoal, para pagar um curso ou uma academia;
  • E com os 5% restantes, não se esqueça de Fazer Pelo Outro e ajudar o próximo. Aproveite o espírito natalino para exercitar sua gratidão.

Aplicando nossas categorias, temos, de fato, uma maneira saudável de gastar (e investir) nosso dinheiro, não apenas no aspecto financeiro, mas é uma filosofia de como viver bem! Pense nisso.

Se quiser enviar sua opinião, entre em contato através do nosso facebook (www.facebook.com/nofinaldascontas) ou pelo nosso whats: (11) 9 4142 9797.

Um abraço e até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

4 atitudes para sair do vermelho e entrar no caminho da tranquilidade financeira

Fala, pessoal!

Hoje o assunto vai ser superprático e direto ao ponto: COMO SAIR DO VERMELHO!

Com o avanço da tecnologia, as redes sociais tomaram conta do mercado e da população. É como se “quem não tem rede social não estivesse presente no mundo”, não é mesmo? Como se não bastasse, quando abrimos nossa timeline damos de cara com posts dos nossos “amigos” (será que todos nossos contatos se importam DE VERDADE com a gente?) em lugares paradisíacos, restaurantes charmosos e agradáveis, com celulares de última geração e sorrisos, sorrisos e mais sorrisos.

Parece que este rio de outdoors da felicidade só faz nossa angústia aumentar quando olhamos para as nossas contas: é a parcela do carro que não perdoa, o financiamento da casa, o aluguel, a escola das crianças, o cartão de crédito, cartão de crédito, mais cartão de crédito. Sem falar da conta no mercado, que está cada vez mais salgadinha…

Então, vamos com calma! O que fazer para $air de uma vez do vermelho?

Passo 1: Autoconhecimento!

“Ah tá! E como isso vai ajudar? Vou sair do vermelho abraçando a árvore?”

Calma, muuuuita calma nessa hora. Antes de ir para a parte prática, vamos planejar! Tão simples quanto isso! A primeira grande dica é entender e colocar no papel seu perfil de consumo respondendo algumas perguntas como:

  • Com o que eu costumo gastar?
  • Quais são minhas contas “fixas” mensais?
  • Quando eu costumo comprar por impulso?
  • Que tipos de itens eu compro por impulso?

Nós vamos, neste primeiro passo, mapear o problema. Para isso, pegue uma folha de sulfite e faça um traço bem no centro dela, de fora a fora, dividindo a folha em duas metades. Na metade da esquerda, você vai colocar todos os gastos necessários à sua sobrevivência: aluguel, água, luz, telefone, internet, compras de comida no mercado, impostos, escola das crianças. Na outra metade, seus outros gastos, incluindo financiamento do carro e da casa, compras por impulso e tudo o mais. Você vai ver que tem bastante gasto “fixo” que não é tãããããão fixo assim.

Passo 2: Mudança de Comportamento

Este segundo passo talvez seja o mais trabalhoso. Após identificar seu perfil de consumo, entender suas limitações e os motivos pelos quais você chegou até a atual situação financeira, você deve começar a mudar os comportamentos recorrentes que te levaram ao vermelho! A grande sacada aqui é tocar na ferida, entender que, assim como nossa forma física (nem sempre atlética), nossa saúde financeira é proveniente dos nossos hábitos. E como mudar o resultado das coisas? MUDANDO NOSSOS HÁBITOS.

Com novos hábitos e um mindset melhor, não-baseado em crenças limitantes e bloqueadoras, a saúde financeira vai chegar e você vai conseguir sair do vermelho.

Passo 3: Categorizar Seus Gastos

Lembra da sua folha de sulfite? Pois é! Vamos falar dela. Se a soma dos gastos das suas Necessidades Essenciais (aluguel, água, luz, telefone, comida, escola da pequena) ultrapassar 55% da quantia que você recebe todo mês, sinal de alerta! Hora de simplificar as coisas e reduzir seu estilo de vida. Da mesma forma, vamos categorizar os outros gastos da folha nas seguintes categorias:

  • Fazer pelo Outro: 5%;
  • Diversão: 10%;
  • Compras de longo prazo – os financiamentos do carro e da casa entram aqui: 10%;
  • Desenvolvimento Pessoal: 10%.

Percebeu que falta 10%? Pois é, teremos um novo hábito! Investir para nossa Tranquilidade Financeira. Que tal nos aposentarmos beeeem antes dos 60? Gostou da ideia? Então…é de grana em grana que a gente aprende a poupar.

Passo 4: Ferramentas Para Sair do Vermelho

“Poxa! É muita coisa! Como faço pra aplicar tudo isso no meu dia-a-dia?”

Legal! Essa a gente resolveu pra você! Temos algumas ferramentas para que você tenha tudo isso que falamos hoje aí, na palma da sua mão. Que tal uma ajudinha da NFC no seu dia-a-dia para sair de vez do vermelho?

Quer saber como? É só entrar em contato com a gente pelo nosso Facebook (www.facebook.com.br/nofinaldascontas) ou pelo nosso WhatsApp (11) 94142-9797.

Até logo! 😉

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Tranquilidade Financeira: compromisso com seu futuro!

Fala, pessoal!!! Tudo bom?

Há quanto tempo eu não passava por aqui! :-O

Enfrentamos uma temporada de cursos e a correria está a todo vapor por aqui. Sem falar das Lives no Facebook e das tantas outras iniciativas que estamos tocando nas últimas semanas! Em breve teremos novidades…

Então…vamos lá!!! Hoje o assunto é Tranquilidade Financeira. E nada melhor do que começar falando o que nós, eu e João, pensamos sobre a definição desse termo:

“Ter Tranquilidade Financeira é dispor de um investimento que lhe renda, mensalmente, um valor que pague seu padrão de vida desejado, sem alterar o montante investido”.

OOOOOOOOI?

Ok! Vamos por passos!

Primeiro vamos pensar num padrão de vida sonhado. E então? O que você planeja na sua “vida ideal”? Uma casa num condomínio fechado ou um apartamento? Com jardim ou sem? Mais clean ou confortável? E os cachorros? Três enormes e um pequeno? Ou só um? Nenhum? Casado ou solteiro? Quantos filhos? Em que lugar do mundo quer morar?

Não importa o tamanho do seu sonho. Apenas sonhe! Afinal, sonhar grande ou pequeno dá o mesmíssimo trabalho.

Agora que você já deu asas à sua imaginação, vamos começar os planos. É isso que diferencia sonhos de objetivos!

Qual é valor que possibilita que seu sonho se torne real? De qual “salário” precisa para concretizar tudo isso? R$10mil? R$50mil? R$100mil?

Seu sonho começou a se tornar objetivo! Consegue ver como a história muda? Um dos segredos é EXATAMENTE esse: transformar um sonho em objetivo e fatiar um grande objetivo em várias pequenas metas.

O próximo passo é entender como traçar um plano efetivo para tornar tudo isso real. Se você tem um sonho que demanda R$10mil/mês, você precisaria de um capital investido de, aproximadamente, R$2.000.000,00, considerando uma rentabilidade líquida mensal de 0,5%, rentabilidade esta facilmente alcançável em investimentos de renda fixa encontrados no mercado. Detalhe: sem mexer no capital de R$2 milhões.

A sacada aqui é entender que você pode se organizar para ter um “salário sem sair de casa”. Basta fazer escolhas melhores, investir certo, respeitando seu perfil e diversificar sua carteira de investimentos. E quanto mais você fizer boas escolhas, menor é o capital investido que você precisará, uma vez que sua rentabilidade poderá ser maior que o 0,5% do nosso exemplo.

E quanto por mês eu devo reservar para este propósito?

Na metodologia que ensinamos, falamos que 10% da renda líquida (quantia que entra efetivamente nas nossas contas, deduzida dos impostos) deve ser destinada para a Tranquilidade Financeira. Vejam: a ideia não é poupar o que sobra. É gastar o que sobra após poupar e gastar com Necessidades Básicas. Devemos tratar a Tranquilidade Financeira como uma DÍVIDA COM O NOSSO EU DO FUTURO! Obrigação! Lei! Disciplina! Se sabemos que a previdência social está cada vez mais instável, temos a opção de nos preparar para um futuro mais tranquilo, época em que nossa capacidade de trabalho cai e nossas despesas (principalmente as médicas) aumentam.

Aliás, se o que diferencia sonhos de objetivos é a mensuração, o que aproxima o objetivo da realidade é ela, a DISCIPLINA.

Um abraço a todos e até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Seria bom se as mudanças necessárias pudessem acontecer como mágica, não é?

Já aconteceu de você saber que está fazendo uma coisa que não vai dar certo? Tem aquela vozinha que fica alertando você e apontando tudo que pode dar errado. Ou ainda, que fica relembrando de todas as outras vezes que você fez algo parecido e que também não deu certo.

E o pior é que no final, a tal voz tinha razão e você se vê frustrado, repetindo os mesmos erros, como um disco riscado (nossa, essa é velha…). Na verdade, você percebe – depois – que está repetindo os padrões.

Na verdade, é exatamente isso: repetimos nossos padrões de comportamento de maneira infindável. Porque somos feitos das nossas crenças, das repetições daquilo que aprendemos, dos rituais que repetimos muitas vezes. A maneira que aprendemos, via de regra, é pela repetição. Pense em como você aprendeu tudo o que aprendeu…

E daí vem aquelas perguntas: então ninguém muda? É impossível mudar? Por que é tão difícil?

As mudanças permanentes vêm da tomada de consciência de que um determinado comportamento não adianta mais. Mas esta tomada de consciência deve vir acompanhada de levantamento e análise das crenças, sentimentos e pensamentos que originam tais comportamentos.

Muitas pessoas conseguem entender que os resultados que temos têm relação direta com nosso comportamento. A forma como agimos, determina o que conseguimos.

Mas poucas pessoas compreendem de onde vem os comportamentos.

Se formos capazes de entender a relação e sentimento que temos com determinado tema (relacionamento, regime, dinheiro, trabalho, etc.), as crenças sobre este tema, seremos capazes de alterá-las. Só assim, depois deste mergulho e compreensão, que os padrões de comportamento podem ser refeitos. Os resultados serão consequência desta alteração.

O convite, portanto, é não esperar por uma mágica que mude a forma como agimos, mas, sim, arregaçar as mangas e investigar porque pensamos como pensamos e como alterar nossas crenças, para que novos comportamentos sustentáveis tomem o lugar daqueles que não servem mais…

Este é o caminho, mas é você quem precisa decidir trilhá-lo.

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

 

Como Gerir Minhas Finanças: a Facilidade de Categorizar

Hoje no nosso post vamos falar um pouquinho sobre o pilar de Gestão Financeira da nossa metodologia. Mas calma! Apesar de sério, o tema está longe de ser árido!

Na verdade, como já falamos por aqui, defendemos a ideia de que Educação Financeira deveria ser ministrada na escola. Infelizmente, no Brasil, esta ideia não é disseminada e a esmagadora maioria das instituições de ensino fundamental e médio não ministra a disciplina. No final das contas, acabamos aprendendo sobre dinheiro com nossos pais ou responsáveis, ou a partir de exemplos, que nem sempre são positivos ou nos ajudam.

Assim, nosso papel é trazer consciência e conhecimento sobre este assunto, ajudando o maior número possível de pessoas a conquistar alguma tranquilidade financeira.

Mas como devo me relacionar com meu Dinheiro?

Pois é! Esta parte é crucial para que a gente se prepare para falar sobre as categorizações. Como nós falamos aqui no blog da NFC, nossos Resultados (forma como nosso dinheiro é administrado) é consequência de nossas Atitudes, que por sua vez são materializações de nossos Sentimentos. Os Sentimentos são provenientes de nossos Pensamentos. E nossos Pensamentos são previamente pautados por nossas Crenças.

Resumindo, para entender: nossas Crenças e Valores norteiam nossos Pensamentos. Estes geram Sentimentos. Os Sentimentos geram Comportamentos que geram Resultados.

Então, para alterar definitivamente nossos Resultados, devemos alterar nossas Crenças e Valores.

Ok! Entendi. E depois de reconstruir minhas Crenças e estar preparado para falar de Dinheiro?

Após trabalharmos as Crenças Limitantes, vamos começar a falar de DINHEIRO propriamente dito.

Existem várias formas de fazer a Gestão Financeira e vários meios para isso. Nós desenvolvemos o nosso método.

Acreditamos que a forma mais fácil e rápida de fazer a administração da sua grana é separando sua renda em CATEGORIAS. É isso mesmo! Separar seu dinheiro em “caixinhas”, cada uma com uma intenção diferente, absorvendo cada tipo de gasto. É como se tivéssemos um tanto de dinheiro diferente para cada tipo de despesa.

Assim, dentre tantas e infindáveis propostas, a nossa se baseia numa ideia inicial de T. Harv Eker, e acreditamos que é extremamente eficiente separar seu dinheiro em 6 categorias. São elas:

  • Necessidades Essenciais – 55%
  • Tranquilidade Financeira – 10%
  • Fazer Pelo Outro – 5%
  • Diversão – 10%
  • Compras de Longo Prazo – 10%
  • Desenvolvimento Pessoal – 10%

Simples e fácil! Para cada despesa, uma categoria diferente. Notou que uma delas é a Tranquilidade Financeira? Pois é desta forma, que começamos a pavimentar esta trilha.

A pergunta que sempre surge neste momento é: e se minhas despesas não couberem nestas divisões, com estas porcentagens? A resposta é: simplifique. “Fácil falar. Difícil de fazer…”. Epa! Cuidado com suas crenças!!!

Por isso é fundamental conseguir alterar suas crenças e valores. Assim fica mais fácil decidir como cuidar do dinheiro e o que cortar – se for o caso.

O caminho para sua tranquilidade financeira pode estar bem mais perto do que você pensa. Reconstruindo suas Crenças e trabalhando com categorias de uma forma eficiente (e plantando seu futuro), não temos dúvidas de que todos alcançarão seus sonhos!

Até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

Nova Regra no Rotativo do Cartão de Crédito: resolve?

Em janeiro, o Conselho Monetário Nacional anunciou medidas que alteram a forma como a operação do crédito rotativo é realizada. A partir de 3 de abril, as instituições financeiras serão obrigadas a migrarem o saldo do rotativo do cartão com mais de 30 dias para uma linha de crédito com menores taxas. Em outras palavras, para quem ficar no rotativo do cartão por mais de 30 dias, a administradora será obrigada a oferecer uma linha de crédito mais barata e com prazos definidos. Mas, No Final das Contas, o que muda em nossas vidas?

A ideia é simples! Entretanto, a regra está longe de ser clara, desalegrando Arnaldo Cézar Coelho.

Na resolução 4.549 do Banco Central, a decisão traz dois pontos fundamentais:

  • A linha do crédito rotativo, quando a fatura não for liquidada integralmente até o vencimento, só poderá ter saldo devedor até a próxima fatura.
  • O financiamento do saldo devedor deverá ocorrer em uma outra linha de crédito mais vantajosa para o cliente.

Simples! Porém, fica a cargo das instituições financeiras decidirem quais mecanismos utilizarão, em quantas parcelas tais financiamentos serão quitados, quais taxas e encargos serão executados, se tais informações serão evidenciadas na fatura ou não…

Para se ter uma ideia, os juros do crédito rotativo giram em torno de 500% ao ano. Já os juros do crédito parcelado estão na casa dos 150% anuais. Analisando a regra ao pé da letra, qualquer taxa abaixo dos 500% ao ano respeita a Resolução do Banco Central, não precisando nem se aproximar dos 150% anuais do crédito parcelado.

A alteração é benéfica para o cliente?

Depende! Acreditamos que depende de cada um de nós toda a preparação para a mudança. Ficar nas mãos das intuições financeiras é um grande perigo.

Nosso ponto é: temos que nos preparar individualmente. Independentemente da nova Resolução, nossa dica aqui é gastar no cartão de crédito apenas o que poderemos EFETIVAMENTE pagar. Nada de entrar nessa história de pagar o mínimo da fatura. Pagar o mínimo da fatura gera esse saldo devedor com juros altos.

Mas e se eu já estou nessa situação?

Calma! A solução em meio aos juros altos é de SIMPLIFICAR! Renegocie tudo o que puder junto à sua instituição bancária. Se mesmo assim não conseguir bons descontos, nossa indicação é buscar alternativas: outras instituições financeiras, linhas de crédito ou financiamento mais baratas, entre outras. A ideia é trocar um empréstimo caro por outro mais barato, com taxas de juros menores.

Resumindo, tenha disciplina para saber quanto pode gastar e não caia em possíveis ciladas! Só assim sua situação financeira poderá melhorar. Alguns dirão: fácil falar, difícil fazer. E, infelizmente, concordamos. Nem sempre é fácil ou simples ter a disciplina para mudar nosso estilo de vida e consumo. Mas, sem dúvida, é absolutamente necessário!

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

Fontes: http://www.valor.com.br/financas/4849050/cmn-muda-regra-do-cartao-de-credito-para-restringir-uso-do-rotativo

https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/busca/normativo.asp?numero=4549&tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o&data=26/1/2017

Tem gente sem educação falando de Saúde Financeira…

Alguns consultores de finanças pessoais afirmam poder ajudar seus clientes a ter saúde financeira. Daí eu me pergunto: como ter saúde financeira sem educação?

Estamos falando aqui de Educação Financeira! [icon name=”emo-saint”]

Vamos pensar juntos? Quando falamos em deixar as contas e finanças pessoais com saúde, imaginamos deixá-la no azul, com aplicações que possam render juros. Parece interessante não é mesmo?

Acredito que é o sonho de qualquer pessoa e que, de um jeito ou de outro, buscamos isso para nossas vidas.

Mas acredito também que educação vem antes da saúde, pelo menos no que diz respeito a finanças pessoais.

Vou fazer uma comparação que para mim faz todo sentido: mais uma vez, o regime. Quando pensamos em ter uma alimentação saudável, em emagrecer, logo imaginamos um regime, em comer coisas saudáveis, fibras, verduras e legumes. E muitos iniciam um regime restritivo, abrindo mão – e fechando a boca – para coisas gostosas que sempre fizeram parte do seu cardápio. Assim, pizza nem pensar, chocolate vira veneno, massa nem de graça.

Quando atingimos o peso pretendido, saímos do regime. E muitas pessoas acabam voltando a consumir o que estavam acostumadas. Resultado? Voltam a engordar.

Quando este processo é acompanhado por um nutricionista, é bastante comum que ela não fale em regime, mas, sim, em reeducação alimentar. O segredo para uma dieta saudável está muito mais em se reeducar do ponto de vista de alimentação do que de um regime que se faz durante algum tempo.

Com relação às nossas finanças pessoais funciona do mesmo jeito. Não adianta só baixar planilhas da internet, apps para celular ou assistir a um vídeo no YouTube, para fazer valer uma promessa de mudança de organização financeira ou para sair de uma crise. Vale durante algum tempo, como o regime. Mas assim que as coisas voltam ao lugar, ou assim que recebermos um estímulo ao consumo, a tendência é que voltemos ao comportamento anterior.

Assim, para termos saúde financeira, na nossa visão, precisamos daquela reeducação financeira. Ocorre que não é uma reeducação, porque nunca passamos por um processo de educação financeira. Repetimos comportamentos aprendidos ao longo da vida.

É por este motivo que acreditamos em um processo que parte da desconstrução de crenças e valores, para depois construirmos um novo modelo de relação com o dinheiro. É por isso que acreditamos que ter saúde financeira é ótimo. Mas Educação Financeira é fundamental. E para termos a primeira, devemos começar pela segunda.

E você, o que acha? Faça seus comentários em nossas redes sociais. E se tiver alguma dúvida, pergunte-nos. No final das contas, o que a gente quer mesmo é transformar a vida das pessoas e que você tenha tranquilidade financeira, com saúde e educação!

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.