Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Fala, pessoal! Como estamos?

Hoje o tema é um pouco mais financeiro e envolve um pouco de matemática. Mas juro, logo depois deste pequeno texto, você saberá EXATAMENTE o que fazer! Afinal, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Mas antes, o que são INADIMPLENTES?

61 milhões de inadimplentes! Esse é o número publicado na última pesquisa realizada pela Serasa Experian e IBGE. Inadimplentes são pessoas que contraíram dívidas e não pagaram no prazo. Portanto, se você tem uma dívida ou financiamento mas paga em dia, seu nome não corre o risco de ser “negativado”. Negativado? Oi?!

Negativado é o termo utilizado quando o nome de uma pessoa inadimplente é enviado para o Cadastro das Empresas de Informação de Crédito. Isso pode ocorrer de 30 a 45 dias de atraso nas contas, com exceção das contas telefônicas, que exigem 90 dias de atraso.

Mas só tem dívida quem está inadimplente?

NÃO! Todas as pessoas que possuem algum empréstimo, financiamento ou qualquer contrato de parcelas para aquisição de qualquer bem possui uma dívida!

Mas antes de falarmos se vale ou não a pena…Vamos entender os motivos!

Mais importante do que resolver sua dívida é entender o por quê ela existe. Existem 3 perfis de comportamento quando falamos de dinheiro:

  1. Poupador Consciente: tem o hábito de poupar independentemente de quanto ganha. Dificilmente se envolve em dívidas e, quando contrai algum tipo de empréstimo ou financiamento, recebe mais juros provenientes dos investimentos do que paga.
  2. Poupador/Devedor Eventual: ora paga juros, ora recebe. Não tem a disciplina de poupar, mas também não tem o hábito de dever. Poupa “quando dá”. É indisciplinado, mas está longe de ficar no vermelho, envolto em dívidas.
  3. Devedor Compulsivo: de dívida em dívida, o Devedor Compulsivo praticamente precisa de uma dívida para sobreviver. Ele acredita, ERRONEAMENTE, que para prosperar é necessário contrair dívidas.

Como podemos ver, assim como nosso porte físico, que depende de nossos hábitos alimentares e de exercícios, nossa situação financeira está diretamente atrelada aos nossos hábitos financeiros e de consumo. Nos dois casos estamos falando de HÁBITOS!

Se você contraiu uma dívida eventual, ok! Acontece mas se prepare para que não ocorra novamente de forma prejudicial à sua tranquilidade financeira.

Agora, se você sai de dívida e entra em outra, aí temos um problema considerável de hábitos financeiros péssimos. Cuidado, você está no caminho do CAOS financeiro.

Quanta enrolação! No Final das Contas, vale a pena fazer empréstimo para pagar dívida?

Então…vamos lá! Direto ao ponto!

Fazer empréstimo ou contrair uma dívida são cenários muito parecidos: pagar juros. Não interfere muito a causa do empréstimo, do financiamento, da dívida. O foco da discussão deve ser o juro pago. Desta forma, quanto menor a taxa de juros, e, por sua vez, o montante total pago em juros, melhor!

Assim, se você possui uma dívida de 60 meses, no valor total de R$100mil com juros de 4,5% ao mês, trocar por uma dívida com um percentual de juros menor do que 4,5% ao mês já vale a pena. Se quiser comprovar, pegue os cálculos da amortização da dívida e veja o quanto paga de juros quando quitá-la por completo. Vamos ver?

 

Como podemos ver acima, uma leve queda na taxa de juros (de 4,50% para 4,49%) significa uma economia considerável, de mais de R$500 se a amortização do empréstimo for pela Tabela Price e mais de R$300 pela Tabela SAC.

“E se eu conseguir uma taxa melhor? Melhora muito?”

COM CERTEZA!

Vamos simular o mesmo montante (R$100mil), no mesmo prazo (60 meses), com uma taxa acessível no mercado e consideravelmente menor que a aplicada no primeiro exemplo: 3,0% ao mês.

Pois é! Consegue ver? Seus juros pagos possuem uma diferença ABSURDA!

  • Tabela Price: diferença de R$73.927,78. São quase 75 mil reais!
  • Tabela SAC: diferença de R$45.750,00.

Assim comprovamos nossa tese: vale, sim, a pena trocar uma dívida cara, com alta taxa de juros, por um empréstimo mais barato, com uma taxa de juros menor! A dica é sempre fazer a conta e ver em quais condições pagamos menos juros.

“E qual tipo de amortização vale mais a pena: SAC ou Price?”

Se você tiver acesso à Tabela SAC, melhor. Acontece que depende muito de algumas variáveis para ter acesso a uma grande prestação inicial, como uma renda maior, por exemplo.

A Tabela SAC exige pagamentos maiores no início, mas no final das contas, os juros são menores do que na Tabela Price.

Espero que este post tenha ajudado a refletir e a melhorar um pouco sua situação financeira!

Se tiver dúvidas quanto à sua dívida, entre em contato conosco através do Whatsapp (11) 9 4142 9797 ou pelo nosso facebook (www.facebook.com/nofinaldascontas).

Um abraço e até mais!

 

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/brasil-tem-recorde-de-inadimplentes-61-milhoes-com-nome-sujo.html

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

O que a SELIC tem a ver comigo?

Faaaala, pessoal! Tudo bem?

Eu sei, eu sei, lançamos um post não faz muito tempo! Maaaaasssss, este será um mini-post sobre o que tá rolando com a Taxa Básica de Juros, a SELIC. A intenção é falar sobre os impactos no seu dia a dia e, explicar BREVEMENTE sobre a definição da taxa.

 

O que é SELIC em 140 caracteres? 😀

Vamos lá: a SELIC é a taxa básica de juros que o Banco Central determina e que possui interferência em todos os investimentos de renda fixa. Esta interferência pode ser direta, no caso dos investimentos em renda fixa pós-fixada, ou indireta, por efeito comparativo. (Droga! Deu 255 caracteres. Rs)

 

Qual é o objetivo do Governo nos ajustes da SELIC?

O propósito de alterar a meta da SELIC é balancear consumo e capital investido para controlar a inflação e o crescimento do país. Vamos pensar de forma simples: se a taxa de juros subir, isso atrai investidores; o que significa que, ao invés das pessoas consumirem, elas irão investir. Neste cenário, circula-se menos dinheiro e a inflação é contida. Num cenário inverso, com a queda dos juros, os investimentos são menos atrativos e a população tende a consumir, aumentando o dinheiro em circulação e elevando a inflação.

 

Mas por que a inflação permanece controlada mesmo com a queda de juros?

O que ocorreu foi uma série de medidas que o governo implementou para controlar a inflação. Assim, mesmo com a SELIC em queda, a inflação foi contida. Afinal de contas a SELIC não é a ÚNICA forma do Governo tentar interferir na inflação e no mercado.

 

“E o que a SELIC tem a ver comigo?”

Vamos direto aos pontos:

  1. Com SELIC em queda, a atratividade dos investimentos cai e você deveria montar uma carteira de investimentos mais eficaz buscando CDB’s, LCI’s/LCA’s, Tesouro e Fundos mais rentáveis (eu não disse Poupança! Rsrsrs);
  2. É a hora de tentar pechinchar aquela taxa de juros dos seus empréstimos: isso pode demorar um pouco para ser refletido no repasse dos juros dos bancos, mas você terá mais chance de negociar, seja com o próprio banco, seja com outra instituição financeira num movimento de “troca de dívidas” ou em um pedido de portabilidade.

 

Portanto, não importa se você investe sempre ou se está entrelaçado às dívidas: está na hora de aproveitar suas oportunidades para prosperar financeiramente!

Um abraço e até mais!

 

Fontes:

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/7340933/cdbs-rendem-vezes-mais-que-poupanca-com-selic

http://www.infomoney.com.br/educacao/guias/noticia/125180/entenda-que-como-selic-afeta-economia-brasileira-seu-bolso

http://www.valor.com.br/financas/5226393/ilan-queda-da-inflacao-permitiu-reducao-do-juro-para-minimo-historico

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Uma parte de você não quer sair do vermelho. Acredite!

Antes de você me xingar ou dizer que sou louco, leia este artigo até o final! Vamos te contar que parte de você, acredite, não quer sair do vermelho ou não quer que você enriqueça. Como você pode fazer para mudar isso? Em primeiro lugar, aceite a dúvida e siga adiante. Se No Final das Contas você não gostar de nada aqui, pode reclamar e comentar. Mas a gente acha que você vai acabar indicando esse artigo para mais gente. (sugestão de tirar)

“Ok, então qual parte de mim não quer que eu enriqueça?”

Calma caro leitor ou leitora, antes preciso lhe apresentar para alguém muito especial. Você mesmo(a). Na verdade, há uma parte que a gente acha que somos nós mesmos, mas é apenas uma fração de nós. Com vocês, sua mente!

Uma parte importante de nós é a nossa mente. Tem gente que chama de consciência ou de ego (para os psicólogos de plantão). Em linhas gerais, de uma forma bem simplista, é como nós nos enxergamos. São nossos diálogos internos, nossos pensamentos, nossos desejos conscientes.

Mas a gente é bem mais do que a nossa mente. Somos também matéria (um punhado de células que processa alimentos, água e oxigênio – e umas coisinhas mais), somos a parte inconsciente (os sonhos enquanto dormimos, por exemplo), a parte de nós que não conhecemos completamente, que se manifesta de maneira simbólica.

E, dentro de nós, temos também o nosso juiz interno que é formado ao longo da nossa vida com o que vivemos e aprendemos do mundo, nossas experiências e nossos valores (criados em casa). Ele que vive nos julgando e, de certa forma, nos freando.

Algumas pessoas têm o juiz bem forte, que atua como uma voz interna, nos recrimina e repreende, sempre que vamos fazer algo gostoso, divertido ou interessante. Ok, isso foi um certo exagero de minha parte. O juiz é bem importante para nos proteger, para não deixar que façamos coisas que nos prejudiquem ou que sejam contra nossos valores.

Na verdade, o juiz envia lembranças e informações diretamente para nossa consciência, a tal voz interna. E, às vezes, nem envia, apenas nos impede de fazer alguma coisa de forma automática e simplesmente deixamos de fazer essa coisa porque nem pensamos que fazer diferente fosse uma opção. Guarde bem esta informação. Ela será bem importante mais para frente.

O fato é que a dupla “juiz e voz interna” formam o que chamamos de mente. A função principal dela é impedir que você sofra. Entendemos sofrimento aqui como qualquer coisa que faça você “pagar mico” e seja ridicularizado, corra perigos físicos, seja rejeitado, entre outros.

Então, a mente é sempre legal?

Bem, não. Claro que impedir que a gente sofra é muito legal. Não fosse pela mente, talvez a gente sentisse vontade de voar e pularia do 10º andar de um prédio, porque voar é bacana… Neste caso, quando a mente impede você de fazer isso, ela está cumprindo brilhantemente seu papel. O ponto é que ela avalia situações de risco “olhando pelo retrovisor”. Em outras palavras, ela vai sempre buscar qualquer referência negativa sobre um assunto, para te “contar” e alertar dos perigos possíveis de uma determinada ação ou comportamento. A mente é medrosa e fica falando para você: Olha que isso pode dar errado. Ou então: Já pensou se isso não der certo? Ou ainda: Você está louco? Para que correr este risco? Não estamos bem do jeito que está? E este é o problema. A mente muitas vezes o impede de experimentar o novo, de tentar coisas novas que podem ser melhores do que as já conhecidas. E com isso você vai fazendo tudo sempre do mesmo jeito.

O que isso tem a ver com dinheiro e tranquilidade financeira?

Certamente você já ouviu falar da zona de conforto. Um lugar conhecido, onde os riscos são bem menores, lugar ou caminho que você domina e nem precisa pensar muito para “transitar”. Isso vale para o trabalho (quando você faz as coisas há muito tempo e domina o “pedaço”), para os relacionamentos, amizades, comportamento de compra, jeito de lidar com o dinheiro, como usar o cheque especial ou cartão de crédito… Está dando para entender? A zona de conforto é tudo aquilo que estamos acostumados, é o conhecido, é aquilo que tem risco baixo e que agrada profundamente a nossa mente. Afinal, ela já sabe que ali os perigos são pequenos ou controlados.

Em outras palavras, a mente não quer que você saia da zona de conforto porque lá vive o desconhecido, as armadilhas, o sofrimento.

E não vou mentir para você, amigo leitor, amiga leitora, fora da zona de conforto existe tensão. O que a gente não domina ou não conhece nos deixa tensos, ansiosos, nervosos. Mas este lugar é conhecido como Zona de Tensão Criativa. É exatamente aí que moram as novas competências, a criatividade, o fazer diferente. E daí nascem os conflitos e, pior do que isso, os Sabotadores!

Qual a diferença entre conflitos e Sabotadores?

Os conflitos pressupõem ideias diferentes que podem ser analisadas, debatidas e, eventualmente, essa nova ideia pode ganhar. Nesse caso, você pode se permitir experimentar o novo porque venceu esse conflito com a mente.

O problema são justamente os Sabotadores. Lembra quando eu falei do automático e disse que era importante? Pois é aqui que ele entra.

Mais uma vez, de forma simplista, nosso cérebro consome em torno de 20% da energia do nosso corpo, o que é bastante. Então, a natureza criou uma forma de economizar energia, classificando nossas experiências vividas, avaliando a repetição e tornando automático o maior número de experiências possíveis. É por isso que muitas vezes a gente não precisa pensar para fazer algumas coisas porque elas estão no automático, como dirigir, andar, falar etc. Se tivéssemos que pensar para fazer tudo, ficaríamos esgotados. Aproveito aqui para sugerir um filme que trata deste assunto de um jeito divertido chamado CLICK, com Adam Sandler (2006).

O ponto é que se a gente não interferir neste processo, a mente vai tentar classificar ou associar tudo como algo já vivido. E vai colocar no automático. Só que o mundo está mudando bem rápido  e a gente deveria questionar e vivenciar mais as experiências antes de colocá-las no automático. Isso vale para relacionamentos, para trabalhos, para saúde, para dinheiro.

E os Sabotadores?

Os Sabotadores são os agentes enviados pela mente para que você não saia da zona de conforto, para que não tire alguma coisa do automático. Isso vale para as mulheres que saem de um relacionamento e afirmam que “os homens são todos iguais” ou quando você se conforma e diz “não adianta votar diferente porque política não vale a pena” ou ainda quando diz “esse negócio de investimento é muito complicado; vou deixar isso para o gerente do banco resolver”.

Os Sabotadores são afirmações que você faz para si mesmo para deixar de pensar sobre um assunto com a finalidade de não se permitir algo novo ou diferente. Porque a mente prefere que tudo fique como está.

Mas que mal há em ficar rico?

Você pode estar se perguntando: Ok João, mas ficar rico ou ter tranquilidade financeira é bom, não há sofrimento envolvido nisso. Por que minha mente estaria “jogando contra”?

Meu caro, minha cara. A situação atual, por mais complicada que seja, é conhecida e a sua mente adora o que ela conhece. Talvez já tenha passado pela sua cabeça um pensamento do tipo: se eu ganhar na Mega Sena, já imaginou o tanto de gente que vai me pedir dinheiro emprestado? Ou tudo bem jogar, é tão difícil de ganhar mesmo…

Muitas vezes, os Sabotadores são sutis e acabam nos convencendo de que era melhor mesmo deixar tudo como está…

Pesquisa dos Sabotadores

Quando lançamos nossos cursos, nossos clientes algumas vezes apresentam objeções ou “desculpas” para não cursarem naquele momento. Fizemos uma pesquisa sobre os principais motivos de recusa.

Faço um convite a você para perceber e refletir sobre cada um deles. Você certamente vai notar um pedido quase desesperado da mente para deixar tudo como está. Vamos à lista?

Não tenho tempo.

O clássico: falta de tempo. Para continuar endividado e pagando juros você tem tempo e para investir em algo que pode mudar a sua vida, não?

É muito complicado, difícil, chato.

Outro clássico. Fácil mesmo é continuar endividado, tudo do mesmo jeito. Legal mesmo é continuar não tendo controle sobre seu dinheiro e sua vida financeira?

Vou deixar para fazer quando tiver dinheiro.

Essa é outra interessante. Quer dizer que hoje você não tem dinheiro, um dia você vai resolver sua situação financeira e, só então, fará um curso para aprender a lidar com dinheiro? Ah tá…aquele dinheiro para sair, ir jantar fora, frequentar shows nunca falta, não é mesmo?

Por que devo pagar por um curso que vai me ensinar a economizar?

Talvez porque aprender custa algum dinheiro? Mas principalmente porque resolver sua situação financeira VALE muito. Ou não? Então não vou pagar para deixar tudo como está…o preço da inércia é muito maior, acredite!

Mas um fim de semana inteiro para falar de Educação Financeira?

Ficar na frente da televisão, tudo bem. Ficar dormindo, também. Mas investir um tempo para mudar sua condição financeira parece demais. O que você tem de tão importante para fazer que não pode investir na mudança da sua vida financeira?

Esse mês estou apertado. Faço no próximo.

É uma variação da falta de tempo. Agora eu não posso, muitos compromissos, quem sabe da próxima? Vai empurrando com a barriga e aproveita para deixar tudo como está…

Vou esperar virar o mês para controlar direitinho minhas contas/despesas.

Eu sei que preciso controlar meu dinheiro. Mas estamos no meio do mês. Vou deixar para o mês que vem.

Isso mesmo. Faça como todo regime que começa em uma segunda feira qualquer. Se você não se empenhar e quiser mudar, as coisas sempre ficarão sempre para depois.

Esse é assunto de homem.

Mulheres, pelo amor de Deus. Sua vida é assunto seu, bem como seu dinheiro. Se você terceirizar o controle das suas finanças para alguém, você estará delegando o resultado. Depois não adianta reclamar. Tome as rédeas da sua vida financeira.

Você não é sua mente!

Consegue perceber, amigo leitor, amiga leitora, como as pessoas têm desculpas para tudo quando não querem mudar. Não brigue com sua mente, ela apenas está fazendo o papel dela. Você precisa se dissociar dela, aceitar que ela cumpre um papel importante, mas que você pode tomar decisões diferentes.

Nosso convite é que você sempre reflita sobre as desculpas que dá, sobre os ditados populares (eles escondem crenças poderosas) e que você de fato troque uma ideia com a voz interna quando ela te mandar fazer alguma coisa. Entenda que ela não está no controle, não é ela quem manda e que ela pode, no máximo, sugerir. Você, conscientemente, deve se perguntar se o novo, a nova experiência, o novo relacionamento, o novo curso, a nova forma de ver alguma coisa não seria mais interessante ou, no mínimo, mais enriquecedora, afinal uma mente que se expande nunca mais volta ao tamanho original.

Viva o novo e aceite a dúvida!

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

Por que não consigo arrumar minha vida financeira?

Na maioria das conversas que temos – e olha que tem muita gente que nos procura para falar sobre finanças pessoais – uma queixa recorrente é justamente porque é tão difícil arrumar a vida financeira. Queremos aqui, neste texto, listar os principais motivos, tudo aquilo que contribui para a bagunça, e muitas vezes, o caos financeiro que boa parte dos brasileiros vive hoje.

A culpa é da crise

Uma das técnicas que utilizamos, é devolver a pergunta ao nosso interlocutor com uma provocação. A ideia é provocar a reflexão, que é um dos caminhos mais eficazes para o autoconhecimento e que também nos ajuda a perceber como ele, o outro, se percebe com relação ao dinheiro.

É bastante comum que as pessoas coloquem a culpa na crise que o país atravessa. É verdade que a situação de algumas pessoas se deteriorou por causa da crise, do desemprego, da inflação, mas boa parte das pessoas nunca teve organização em suas finanças. Mesmo em momentos em que estavam empregadas e ganhando bem.

Então, a reflexão aqui para você, caro leitor, é justamente essa. A crise é a única culpada? Em outros momentos da sua vida, você teve tranquilidade ou organização financeira?

Nossa experiência mostra que a crise é apenas um elemento a mais no caos financeiro que muitas pessoas atravessam.

Para onde vai seu dinheiro

O próximo e muito importante passo para compreender como você chegou até este momento financeiro da sua vida, é refletir se você sabe exatamente para onde vai seu rico dinheirinho. Muitas pessoas sabem, em linhas gerais, com o que gastam, mas não têm controle no detalhe – ou com os detalhes…

Sempre pergunto para meu interlocutor se ele já teve aquela sensação de ter uma nota de R$ 50 ou R$ 100 na carteira e gastar R$ 3 ou R$ 4 reais com um cafezinho, por exemplo, e depois parece que o restante do dinheiro – que era a maior parte – simplesmente ter sumido. As cabeças se agitam nervosamente em sinal afirmativo. Parece que ao “abrir” uma nota grande, o dinheiro cria asas e some.

Essa é a importância do controle no detalhe das despesas. Se tiver o hábito e a disciplina de anotar tudo o que gasta, cada centavo de real, garanto que você vai levar um susto no final do mês. As pequenas despesas despercebidas viram um montante considerável no final de um mês ou de um ano.

Lembra do ditado? “O diabo mora nos detalhes”.

O antídoto?

Controle, disciplina e uma boa ferramenta. Nós, da No Final das Contas, gostamos de soluções na Internet que podem ser acessadas facilmente de qualquer lugar ou um bom aplicativo de celular porque hoje sempre estamos com nossos smartphones à mão. Logo depois de uma compra ou despesa, saque o todo poderoso do bolso e anote.

O ideal é que esta ferramenta já contenha algum tipo de categorização (a gente tem as nossas categorias, que você pode conhecer aqui) e que você já atribua aquela despesa a uma categoria para que saiba quais são as que estão consumindo os seus recursos.

Mas como saber quanto gastar em cada categoria?

Taí uma resposta que faz toda a diferença na sua vida financeira. Depois de controlar suas despesas por uns 2 ou 3 meses, você conhecerá seus padrões de comportamento financeiro. Por onde tem ido seu dinheiro e com o que tem gasto seus recursos.

Transformando tudo em percentual, você verá que parte vai para suas necessidades essenciais – aquelas despesas sem as quais sua vida fica mais difícil ou até impossível; parte será gasto com diversão de um modo geral – é o cinema, o chopp ou balada, o churrasco de fim de semana e assim por diante; uma parte vai para compras que você deveria ter se planejado com alguma antecedência – a compra de uma TV ou celular novos, a troca da geladeira, a prestação da viagem de férias etc; outra parte que você pode encontrar (ou ao menos deveria) são despesas com seu desenvolvimento pessoal – o curso de inglês ou informática, a terapia ou academia, a compra de um livro técnico são exemplos destas despesas.

Idealmente, na nossa metodologia, você deveria ter gasto algum dinheiro ajudando alguém de alguma forma – seja aquele estagiário que precisa de um papo sobre sua carreira, ou um amigo que passa por dificuldades e quer conversar, ou ainda as despesas que você tem quando leva aquela tia idosa para almoçar, com o propósito de fazer o bem – que acaba sendo para ela e para você.

Pode ser que você encontre despesas que não se enquadram em nenhuma categoria, como aquela compra do fone de ouvido que você nem precisava, mas deu uma vontade de comprar, ou aquele sapato novo da coleção que acabou de sair ou ainda aquele que acabou de entrar em promoção, ainda que você nem estivesse pensando em comprar no momento. Sim, meu amigo ou amiga leitora, estamos falando das famigeradas compras por impulso.

Impulso que não impulsiona

Você sabia que as compras por impulso representam algo como 1% a 3% de todas as compras que fazemos, mas que o dinheiro gasto com elas pode chegar a 25% da nossa receita? Pois é. Comprar por impulso pode ser um dos motivos que estão bagunçando suas finanças pessoais. É o tipo de despesa que só impulsiona seu endividamento.

Não estamos falando aqui para deixar de comprar algum item pelo prazer de comprar. Absolutamente, não! O que estamos propondo é que estes gastos também sejam pensados, planejados.

Quem se prepara não se preocupa. Se você reservar um dinheiro para estas compras, você pode escolher quando fazer e o que comprar. Mas não será surpreendido pela fatura do cartão que fugiu do controle.

Voltando à nossa questão das categorias, clique aqui e baixe um resumo das nossas categorias e quanto você deveria destinar a cada uma delas. Com isso, e com o controle dos seus gastos mensais, será mais fácil saber aonde está o desequilíbrio financeiro das suas contas.

Fácil falar, difícil fazer

Pode ser que a essa altura, você esteja falando exatamente isso: “é fácil falar ou escrever essas coisas; aposto que ele não faz; ainda que faça, ele não está na minha pele pra saber como as coisas são por aqui!”

Acredite, amigo ou amiga leitora, eu já estive bem aí, com as contas desequilibradas ou desajustadas, nesse caos que talvez você esteja vivendo, sem saber por onde começar. E é por isso que estamos aqui. Para ajudá-lo(a)!

Antes de mais nada, cuidado com os sabotadores! Você pode ter zilhões de desculpas para não começar a organizar sua vida financeira. E são desculpas mesmo! Desde a falta de tempo, que vem junto com o pensamento: “quando esse cara imagina que vou ficar alimentando planilhas ou um aplicativo de celular com as minhas despesas. Trabalho 15 horas por dia e não tenho tempo pra nada!” Típico sabotador de tempo. Se você criar o hábito de lançar suas despesas quando elas acontecem, você não levará mais do que alguns segundos para atualizar. Aposto que você gasta bem mais o que isso no WhatsApp por exemplo. E, convenhamos, nem sempre com coisas úteis.

Quer ver outro sabotador? “Nossa, que chatice ficar fazendo contas e olhando para planilhas. Aliás, eu nem sei muito bem como isso funciona. Isso não é para mim!” Este é o sabotador da dificuldade. E mais uma vez, digo que é apenas uma questão de hábito, de querer fazer.

Poderia ficar listando outros tantos sabotadores. Aliás, me comprometo a escrever aqui mais sobre eles. Fique ligado na nossa página, para receber este conteúdo também!

Mas o que eu gostaria por agora é ajudá-lo a perceber como os sabotadores funcionam. É como uma voz bem baixinha que começa a conversar com você e tenta te impedir de fazer algo novo. E não estou falando apenas de finanças pessoais. Repare como esta voz interior vive lhe dando conselhos ou desencorajando você de fazer algumas coisas. Pois bem, essa é a função dela.

Alguém soprou no meu ouvido

Essa voz tem a função de evitar que você se afaste da sua zona de conforto. Fazer o que você está acostumado a fazer é bem mais seguro. Essa voz quer te proteger. Não brigue com ela…

O legal é que você pode mostrar a ela que novas coisas, novos hábitos, podem ser tão seguros e ainda gerar benefícios enormes para sua vida. Então, vença a inércia! Diga a ela que você agradece pela preocupação mas, que só dessa vez, você vai tentar. E faça! Anote as despesas, invista um tempo para olhar todos os dias para suas contas, compare com o que deveria estar gastando e aprenda a se conhecer.

Passado alguns dias, e com alguns resultados positivos do novo comportamento, esse novo hábito se tornará comum. E quando você deixar de fazer, a tal voz sussurrante vai lembra-lo: “você não está esquecendo de nada?

Essa é uma das maneiras mais eficazes de instalar um novo comportamento. Insista!

Ah, para reconhecer esses sabotadores, desconfie das verdades absolutas que o guiam. Não tenho tempo. Não sei fazer. Vou deixar para outro dia etc. Mas este é um assunto para outro artigo.

O próximo passo: ajustar

Pois bem. Você já se convenceu de que a crise não é a única culpada. Você sabe que parte da responsabilidade é sua e que precisa vencer a inércia. Já baixou um aplicativo e está controlando suas despesas no detalhe. Já baixou nosso e-book com as categorias, para comparar com os seus gastos. Parabéns! Olha quanta coisa você já fez para arrumar sua vida financeira. Falta só … arrumar! Vamos lá?

Ajustes não são restrições

Nosso cérebro não gosta de restrições, de privações. Ele vai tentar demovê-lo de qualquer ideia que seja restritiva porque ele acha que “vocês” vão sofrer. E ele não quer isso.

Mas quem falou em restrição? Ajustes são correções que fazemos em várias áreas das nossas vidas para termos ganhos, benefícios e melhorias.

Se você partir desse ponto e se convencer disso, aceitará os ajustes como uma etapa de correção com enormes ganhos depois.

Uma ideia importante que você deve aceitar é que pagar juros não é saudável, não faz bem e, no longo prazo, pode lhe trazer grandes complicações. Então, um ajuste necessário para melhorar sua vida é parar de pagar juros.

Aqui vão algumas dicas para auxiliá-lo neste processo.

Como você já tem controle dos seus gastos, poderá ver todas as despesas que te fazem pagar juros e:

  1. a)          Renegociar – bater na porta do credor e solicitar redução dos juros, afinal as taxas estão caindo.
  2. b)         Trocar por uma despesa que não cobre juros ou que tenha juros mais baixos – se a dívida está em um banco ou é um empréstimo, ou ainda cartão de crédito, troque a dívida. O cheque especial e o cartão de crédito estão entre as taxas mais altas. Um empréstimo consignado, por exemplo, tem taxas menores. Pegue este último para pagar os primeiros.
  3. c)          Reduzir momentaneamente suas despesas com diversão, com compras de longo prazo e desenvolvimento pessoal para se livrar rapidamente dos juros – estes são alguns ajustes que poderá fazer.

Além disso, para cada categoria você deve fazer esta análise. Por exemplo, quais são as despesas com necessidades essenciais que podem ser alteradas? Eu preciso deste plano de celular ou TV a cabo? No extremo, e dependendo de sua situação financeira, você pode chegar à conclusão de que não precisa ou não deve morar onde mora, que pode fazer ajustes nisso também. Outra ideia é trocar a diversão atual por algo mais em conta. Às vezes um piquenique no parque vale mais do que um passeio no shopping ou uma tarde de compras. Acredite!

Eu mesmo sempre faço essas análises, mesmo quando a situação não é de desequilíbrio, porque o objetivo é ter tranquilidade financeira. Fazer ajustes deveria tornar-se um hábito.

Como arrumar sua vida financeira?

A resposta é simples mas não é rasa. Em outras palavras, dá trabalho porque envolve autoconhecimento e as pessoas não estão muito acostumadas a olhar para dentro. Passa por convencer-se a promover mudanças de hábitos e comportamentos. Passa por reflexões sobre estilo de vida e consumo. E passa por ajustes, pelas conversas internas, pela consciência da necessidade de mudanças.

Falando assim, parece complexo, difícil e até meio assustador. Deixe-me melhorar as coisas.

  1.         Tenha a disciplina de controlar suas despesas no detalhe. Escolha uma ferramenta para isso, enquanto a nossa não fica pronta (ops, falei…).
  2.         Compare como suas despesas estão hoje, frente a como deveriam ser para lhe trazer tranquilidade financeira. Temos uma metodologia infalível, com categorias claras, bem aqui.
  3.         Promova ajustes onde houver desequilíbrio, mude. Não é restrição, é ajuste e isso é muito bom!
  4.         Pare de pagar juros ou tente diminuir o que paga. O objetivo é parar de pagar juros o quanto antes e começar a receber! O dinheiro precisa trabalhar por você!
  5.         Planeje as compras por impulso. Parece contraditório. Porque se são planejadas, não são por impulso. A ideia aqui é estar preparado, com dinheiro no bolso, para quando quiser comprar algo fora do comum.

O caminho é a mudança de comportamento financeiro. Não se trata de ganhar mais ou gastar menos, trata-se, isso sim, de fazer melhores escolhas, de preparar-se. O problema da falta de dinheiro, por incrível que pareça, não reside no bolso. A dor no bolso é consequência e não a causa!

Que tal arrumar a vida financeira de vez?

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

 

O Essencial é Invisível aos Olhos

Faaaala, galera!

Tudo bom com vocês?

O título do post é uma das mais famosas frases de um livro que gosto muito: “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry (1943). Esta feliz frase pode ser empregada em várias ocasiões e ter múltiplos significados! E é sobre isso que eu queria escrever hoje…

A ideia é viajar um pouquinho e falar do significado das coisas. Do propósito. Acho que às vezes estamos sem saber para onde ir. É como se a pressa da vida nos consumisse a tal ponto que esquecemos nossos destinos e motivos. Trabalhamos feito loucos, buscamos ganhar sempre MAIS e MAIS: é o carro do ano que tanto nos instiga, é a necessidade de “ter o MEU cantinho para morar” etc…

 

E pra quê tudo isso mesmo?

Pois é! Às vezes me faltam as respostas sobre tantos desejos e sobre essa pressa de sair conquistando tudo e todos. Afinal, o que é NECESSÁRIO de verdade?

A gente costuma falar que tudo aquilo que nos é FUNDAMENTAL deveria ser NECESSÁRIO. É quando nós temos uma grande dificuldade em cogitar o corte daquilo nas nossas vidas. Exemplo: água, luz, internet, impostos, plano de saúde, aluguel, escola básica, comida etc. Parece simples não é? Não! Não é tão simples…

É comum escutarmos as pessoas usando alguns verbos não apropriados à situação: “Eu PRECISO deste carro!” ou “Eu NECESSITO daquela viagem”. Você precisa mesmo? Necessita MESMO? Pare de achar que você não sobrevive sem aquelas coisas materiais. Você é maior que isso!

 

Fundamental ou Essencial?

Segundo Mário Sérgio Cortella, grande palestrante brasileiro, “fundamental é o que me ajuda a chegar ao essencial”. Perfeito! E faz muito sentido!

Vamos imaginar que a água é fundamental para a existência da vida, que sentir-se bem é fundamental à felicidade. Em suma, não conseguimos comprar o ESSENCIAL. E o Pequeno Príncipe já sabia disso. Afinal, “o essencial é invisível aos olhos…”.

Aqui é o ponto que mais vale a reflexão: por que a gente se preocupa tanto em comprar, ganhar, POSTAR, MOSTRAR, TER, se, na verdade, o que mais importa, não é tangível? Não estou fazendo campanha contra as mídias sociais, mas sim erguendo a bandeira do equilíbrio e da busca de propósito nas coisas. Acredito que só assim seremos mais quem somos e mais inteiros.

 

“Tudo em seu devido lugar”

Uma vez, em meio a um bate-papo sobre autoconhecimento, uma grande amiga teve uma fala incrível: “um pequeno pedaço de urânio pode dar energia a uma cidade inteira se estiver no lugar certo e exterminar uma grande região se estiver no lugar errado”. Às vezes a pergunta que mais interessa não é o “o quê?”, nem o “quanto?”, mas sim, o “como?”. É uma questão de colocar tudo em seu devido lugar. É não trocar a ordem das coisas, nem passar a fazer coisas pela expectativa que os outros têm sobre nós.

Colocar o dinheiro no lugar dele é importante demais. Ele é importante e é fundamental. Ele traz possibilidades, escolhas, opções, mas não é nada por si só. Não é SUFICIENTE. Seu dinheiro é troca, é base, é caminho, mas não é fim. O dinheiro, por si só, de nada adianta. Pense nisso. Por que correr atrás de uma coisa que por si só não resolve muitos dos nossos problemas? Busque o fim. Busque o ESSENCIAL: Felicidade, Amizade, Lealdade. Busque a VIDA!

Apesar de ser um desafio, este exercício deve ser feito constantemente. Ligue pro Frejat e mostre ao dinheiro “quem é mesmo o dono de quem”. Só assim você vai conseguir deixar de ser refém e fazer seu dinheiro começar a trabalhar pra você. Porque No Final das Contas, “a gente não pode não ter tudo. Qual seria a graça do mundo se fosse assim? Por isso eu prefiro sorrisos e os presentes que a vida trouxe pra perto de mim” (Ana Vilela).

 

Um superabraço!!!

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

Como fazer o que eu ganho render mais no final do mês?

E aí pessoal, tudo bem?

“Óia nóis” aqui outra vez! Hoje o tema é superinteressante e pode ser a dica que faltava para você plantar a sementinha da Tranquilidade Financeira e passar a viver de uma forma mais leve e sossegada!

Fazer o dinheiro render mais é um desafio constante para todos nós, não é mesmo? Pois bem! O que a gente precisa mesmo, neste caso, é aprender com quem sabe muito sobre ganhar dinheiro: T. Harv Eker. O escritor de “Os Segredos da Mente Milionária” é muito claro quando diz que “ou você controla o seu dinheiro ou ele o controlará” (pg. 142). Assim, para fazer seu tão suado salário parecer rios de dinheiro (às vezes riachos, ok…rs), controle sua grana!

 

Controlar? Como assim? #MEDO

A palavra CONTROLE gera uma baita angústia, né?!? Dá uma ideia de corrente, prender-se, privar-se, restrição. É aqui que entra uma das maiores sacadas da história: reinterpretação das coisas.

E, se conseguirmos olhar a “metade cheia do copo”? Vamos lá!

Quando falamos em CONTROLE (buuuuh), ao invés de pensarmos em RESTRIÇÃO, vamos pensar em ORGANIZAÇÃO. Apenas isso.

Fazendo um paralelo com grandes empresas multinacionais, elas sabem exatamente o orçamento para cada área e para cada tipo de gasto. Já começam o ano sabendo quanto de dinheiro (também chamado de budget) têm para realizar seus gastos: tantos mil para Marketing, outros milhares para Desenvolvimento de Time, assim por diante. A ideia aqui é parecida.

 

“Então eu tenho que saber quanto eu posso gastar com cada coisa?”

Sim, a ideia é essa! Claro que temos uma proposta para que tudo isso ocorra de forma equilibrada com nossas categorias (para quem quiser saber mais, tem esse link Como Gerir Minhas Finanças: a Facilidade de Categorizar), mas, caso você já tenha as categorias em mente, siga a diante! O importante é sempre começar o mês já sabendo onde irá gastar/investir seu dinheiro.

Está aí mais uma BEEEELA sacada: investir como se fosse uma obrigação. Antes de sair gastando seu dinheiro feito uma Fera Indomável, reserve um percentual, mesmo que pequeno: 5%, 10%, enfim! Mas que seja todo mês! O importante é a regularidade!

Como ter a sensação de que meu dinheiro rende mais?

Aqui a dica de 3 passos que trazem esta sensação de “multiplicação do pão”:

1-   Controle orçamentário: crie as suas categorias (ou siga as nossas). Assim, você terá a noção do como pode gastar seu dinheiro e onde vai cada real que você ganha.

2-  Saber com o quê você quer gastar e pesquisar: a internet e os grandes sites de busca trouxeram uma facilidade incrível para quem está querendo comprar alguma coisa. Invista uma parte do seu tempo fazendo pesquisas das coisas que quer ou precisa comprar. Aposto que vai encontrar oportunidades de consumo bem mais em conta do que se não “gastasse tempo procurando este tipo de coisas”. Afinal, todo real conta!

3-  Menos ansiedade: o mal do “PRECISO DISSO HOJE” é terrível e pode arruinar sua vida financeira! Acalme-se, priorize o que de fato é importante! Se você conseguiu SOBREVIVER sem aquele par de sapatos até hoje, será que PRECISA mesmo dele? Se ainda está vivo mesmo sem conhecer Cancun, PRECISA mesmo ir pra lá NESTAS FÉRIAS? Sua ansiedade pode colocar tudo a perder! A gente por aqui tem um critério quando decide fazer uma compra importante. Pesquisar bastante e, quando decidir pela compra, esperar mais uma noite. Isso mesmo. Uma noite a mais, como se estivesse pronto para comprar. Acredite, já aconteceu mais de uma vez de adiarmos a compra, de acordarmos com a sensação de que aquela compra não era assim tão necessária. E entenda que não estamos falando de ser “mão de vaca”. Apenas dar um tempo para que a compra seja decidida com frieza, sem a emoção e a “gostosura” do consumo!

E para eu não levar aquele susto do “Cadê meu dinheiro?”

Pois é! Mais uma vez, entra o bom e velho controle na parada: acompanhe sua conta bancária. Acesse com regularidade seu extrato bancário para saber como anda sua condição financeira. Até mesmo pelo fato de não se assustar e acabar entrando no Limite Adicional de Crédito, pagando juros “automáticos” por um simples descuido. Não dê essa sorte ao azar, aliás, aos juros! A sensação de pagar juros ao invés de guardar o dinheiro ou mesmo fazer aquela compra do item que você queria tanto é péssima. Quem já passou por isso, sabe! Aquele suado dinheiro indo pelo ralo…

 

Espero que estas dicas sejam legais e que ajudem no seu dia a dia financeiro! Para acompanhar mais dicas, siga nossa página no facebook e nosso canal no Youtube.

 

Um abraço e nos encontramos logo menos por aqui!!!

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

3 Dicas Infalíveis para Curtir o Carnaval sem Passar Por AQUELE Aperto

Faaaaaala, pessoal!

Tudo bem por aí?

O Carnaval vem aí e todos nós queremos curtir da melhor forma possível, não é mesmo? Sem preocupações, com muita curtição e DIVERSÃO!!! Pois é, maaaasss… como se preparar para este feriado prolongado sem passar aperto, ou melhor, sem comprometer nosso tão suado dinheirinho? Então, este post é para você que quer curtir o Carnaval sem sentir a “ressaca financeira” da Quarta de Cinzas!

A importância do planejamento: Carnaval sem aperto

Para quem vai viajar no feriado e se planejou para isso, PARABÉNS! Como sempre dizemos por aqui, “quem planeja, não se preocupa!”.

Uma viagem marcada e devidamente planejada é a melhor saída para quem quer curtir muito e ainda organizar a vida financeira! Mas por que?

Quem planeja a viagem, antecipadamente, consegue cotar, em vários lugares, itens como: estadia, alimentação, festas, fantasia, deslocamentos e assim por diante. Desta forma, quem viaja muito sabe disso, teremos um “teto de gastos” para cada coisa, como por exemplo, R$500 para comer, R$1.200 para estadia, se vamos de carro, avião ou busão, e assim por diante…

Portanto, quem conseguiu fazer este planejamento com antecedência e programou estes gastos com a viagem de forma planejada (na categoria de Compras a Longo Prazo, #FicaDica), parabéns!

 

Mas, e quem não planejou?

Calma jovem! Nem tudo está perdido! Maaas, para você, ser-humaninho indeciso que não sabe AINDA o que vai fazer e para onde vai no Carnaval, a ideia é planejar com o que tem ao alcance das mãos. Então… aí vão as dicas!

 

#Prondqueeuvou? O destino certo te espera!

Definir o lugar é um dos primeiros passos. Se, ainda tiver interesse em curtir os destinos mais badalados (Salvador, Rio de Janeiro etc), tenha cuidado! As passagens aéreas estão ainda mais caras nestes dias próximos ao embarque. Sem falar do preço dos hotéis que, se já não estiverem 100% lotados, exigirão uma quantia maior para efetuar sua tão sonhada reserva.

A dica é buscar lugares “fora da rota”, fugindo dos destinos mais famosos e daqueles que são frequentados por famosos. Explorar o interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, podem ser ótimas escolhas! Ou então, olha que bela oportunidade para fazer aquela viagem a 2 para aquele destino romântico e nem um pouco agitado – claro, para quem não quer a azaração típica do carnaval!

Ainda assim é possível curtir essa época sem gastar muito e ainda conhecer novos lugares  – e pessoas. Pesquise um pouco, afinal o Brasil é o país do Carnaval não é mesmo?

 

Como não gastar os “zóios” da cara?

Essa dica é para aquele cidadão que curte como se não houvesse o amanhã: bebe demais e o que não deve, manda descer o combo de whisky, compra o carrinho (sim, O CARRINHO) de algodão doce do tiozinho só para distribuir as máscaras do Mickey, e dá o famoso PT!

Então, ser das trevas, para você a dica é muito simples! Ao invés de levar seu cartão de crédito/débito para folia, leve notas de dinheiro contadas! Separe uma, duas ou 70 notas de R$50 ou o valor que você estipular, tendo em vista suas despesas, aproveitando que ainda está sóbrio e sem a euforia do samba na cabeça. Tudo para ter um teto diário! Assim, você se controla durante o Carnaval inteiro sem riscos de gastar além do que pode/deveria e com mais segurança, afinal, em caso de perda ou roubo, você saberá o quanto perdeu sem ter que passar o resto do Carnaval correndo atrás da administradora do cartão para resolver o problemão! Dessa forma, a única dor de cabeça será a da ressaca 😉

 

Levo o celular pra festa? Como me proteger?

Se seu celular é AQUELE smartphone de última geração ou se você tem um amor de estimação pelo bichinho, então…temos duas sugestões para você!

A primeira é fazer um seguro do seu celular. Isso vai te deixar menos preocupado em caso de perder ou de ter o celular roubado. Só que preste atenção! Fazer um seguro do seu celular nessa altura do campeonato pode não funcionar porque estamos muito perto do Carnaval. O ideal seria ter planejado antes, ter feito o seguro com antecedência. De qualquer forma, entre em contato com uma empresa especializada. A urgência, portanto, nos leva à segunda sugestão. Uma opção, possivelmente mais barata e mais eficaz, é colocar o chip do seu celular em um aparelho baratinho. Tem modelos entre R$50 e R$100, apenas para rodar nos dias da festa. O objetivo é ligar pra alguém (ou mandar um SMS romântico, 😉 , que tal? Apenas em caso de emergência ou para combinar pontos de encontro! Outra solução, não muito mais cara que essa, é comprar um chip novo (com um novo número), pré-pago, para usar em um celular baratinho. Se perder o aparelho no meio da folia, nem precisa se preocupar com ABSOLUTAMENTE NADA!

Mas e AQUELA selfie? Meu amigo, minha amiga, meu senhor, minha senhora, vai curtir a vida real e pense menos na vida virtual! Olha que BELA hora pra curtir o presente e esquecer-se um pouquinho de “quantas curtidas” você vai ter nas redes sociais!!! Pense nisso!

Pessoal, estas são nossas dicas para não passar aperto no Carna! Se tiverem mais dicas por aí, comentem! Queremos saber o que você faz pra não se perder neste feriado de folia!

Desejamos a você, folião ou foliona, um período cheio de alegria, de muito confete, serpentina e sem riscos desnecessários. No final das contas, Carnaval é alegria e diversão.

 

Victor Corazza Modena é graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas. É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

 

O mito do “amanhã a Deus pertence” e do merecimento: saiba como isso deixa suas contas no vermelho!

Sabe qual é um dos maiores vilões da tranquilidade financeira? O seu esforço. Parece contraditório, mas não é! Vamos entender? Você merece saber como funciona, como você raciocina e como decide consumir.  Dica: Deus não tem nada a ver com isso!

Quanto mais você trabalha, mais você vai achar que merece. E merece mesmo. Mas vamos entender o que você merece. Existe uma vozinha aí dentro, que observa todos os seus passos e muitas vezes conversa com você. Aposto que você já se pegou falando sozinho, como se respondesse a uma pergunta ou observação interna.

Essa mesma voz interior vai às compras com você! E provavelmente ela até grite nas temidas compras por impulso. Veja se esta cena é conhecida: você está diante de um item – provavelmente caro – e que você nem tem tanta necessidade e pensa: – será que devo comprar este item? É tão legal! É neste momento que aquela voz interior grita: Claro que deve! VOCÊ MERECE!!!

O que você merece?

Pode ser que você tente argumentar com ela. Em seu diálogo interior você responde: – mas é caro e nem planejei esta compra. E o futuro? Ao que a voz pode responder: – compra logo! Por que você trabalha tanto? É para isso mesmo. E se você morrer amanhã? Caixão não tem gaveta. O amanhã a Deus pertence… Pode até ser que a tal vozinha te lembre de alguém que morreu jovem, que não aproveitou a vida e não comprou coisas que queria, só para convencê-lo.

Afinal, o que você merece?

Se você estiver estressado com o trabalho, ou se estiver sobrecarregado, cheio de atividades ou ainda lidando com pessoas difíceis no trabalho, a sensação de que seu esforço precisa ser recompensado com consumo tende a ser maior.

Mas, de verdade, o que você merece? Muitas destas compras não planejadas, as compras do “eu mereço!”, tem valores elevados. E muitas pessoas acabam parcelando tais compras, seja no cartão de crédito, seja no cheque especial. E o raciocínio é aquele mesmo. Trabalhar com tal intensidade merece uma recompensa, ainda que você não tenha todo dinheiro para essa compra.

E além do item comprado, você acabou herdando juros (muitas vezes altos), parcelas a perder de vista ou noites mal dormidas, lembrando do que tem a pagar. E o “eu mereço!” acaba se convertendo em financeira ou, no mínimo, leva ao distanciamento da tão sonhada liberdade financeira. Então, volto a perguntar: o que, afinal, você merece?

Quanto do orçamento representa as compras por impulso, as compras do “eu mereço”?

Estudos apontam que, de todas as transações financeiras que fazemos, apenas 1% a 3% são as tais compras por impulso. Parece pouco, não é mesmo? Porém, estas compras representam de 18% a 25% do valor das transações.

Em outras palavras, este estudo nos mostra que as compras por impulso são as mais caras. E são por impulso, ou seja, não foram planejadas. Daí o fato de muitas vezes elas serem aquelas que comprometem o orçamento, que fazem você entrar no vermelho, que tiram seu sono. Porque as contas do amanhã, a você pertencem. Deus não vai quitar suas dívidas. Aliás ele não tem nada a ver com sua decisão de comprar o tal produto.

Como lidar com aqueles itens que de repente você tenha vontade de comprar?

O celular recém lançado, aquele carro novo, a guitarra ou raquete de tênis que você estava mesmo precisando para começar a praticar um esporte precisam ter espaço no seu orçamento. Ninguém está falando aqui para você virar um monge e nunca mais comprar um item caro ou desejado.

A gente acredita que você precisa ter consciência de que estes estímulos existem e que você, vez ou outra, terá a “necessidade” de comprar alguns deles. Só que a consciência vai lhe dar uma grande força para lidar com aquela voz interna que te empurra para o consumo. Saber que você funciona desse jeito é o primeiro passo para reprogramar as decisões de compra. Isso mesmo. Estamos falando de decisões, de fazer melhores escolhas. E elas podem acontecer em momentos mais adequados ou serem preparadas. Com o correto planejamento, com o mindset ajustado, você poderá se preparar para as compras por impulso, sem culpa, sem dor de cabeça amanhã e, principalmente, sem pagar juros ou parcelas inesperadas.

Fácil falar. Difícil fazer.

Aquela voz pode estar lendo este blog com você e tentando – mais uma vez – sabotar sua tranquilidade financeira, dizendo: é fácil falar; quero ver fazer…

Realmente, uma transformação de comportamento que seja permanente vai muito além de um texto. É preciso ir mais profundamente na questão do consumo e do relacionamento com o dinheiro, alterando crenças e valores há muito tempo instaladas no seu inconsciente.

A No Final das Contas acredita que esta mudança acontece com vivências transformadoras e ressignificação de situações do passado. A gente faz isso com a ajuda da Programação Neurolinguística e com conceitos da Neurociência, para que você possa adquirir novos hábitos de consumo e descobrir novos caminhos para a tranquilidade financeira. E aí? O que você merece afinal? Posso dizer o que eu aprendi com o tempo. Eu mereço receber mais juros do que pagar, porque o amanhã a mim pertence.

Venha mudar seu mindset com relação a dinheiro e aprenda a tomar melhores decisões na sua vida financeira. Este é um presente que seu futuro agradece!

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

Maneiras saudáveis de usar o dinheiro do 13º Salário

E aí, pessoal! Como estamos?

O final do ano se aproxima e junto com ele, um monte de coisa que todo ano nos abraça: Natal!

Logo depois do Natal, vem o ano novo, que praticamente pede praia e celebração.

2018 entra trazendo calor de 40º e um verãozão de matar. Pra completar a festa da bagunça, contas extras (geralmente não planejadas) surgem como que num ato apocalíptico: material escolar, IPVA, matrícula, e boletos que parecem vir desde o polo norte ao polo sul. É incrível!

Entra ano e sai ano e as coisas não mudam! É a mesma tormenta. Será que o problema está mesmo no bolso? Acho que não…

13º: A salvação para as contas de virada de ano

Taí o salvador da pátria! Para resolver as contas extras de Natal, ano novo e início de ano, a esmagadora maioria das pessoas recorre ao 13º Salário.

É ele quem paga as contas extras TODAS. Às vezes, cabe no bolso e o 13º resolve mesmo a situação momentaneamente. Às vezes, não, e haja cartão de crédito e cheque especial pra dar conta de todo o resto.

Mas esse é o raciocínio correto? É assim que o problema deve ser resolvido?

Uma questão de PROPÓSITO

Quando o assunto é dinheiro, devemos pensar um pouquinho lá na frente. Questionamentos do tipo:

  • Esse financiamento faz mesmo sentido lá na frente?
  • Quanto de juros vou ter que pagar?
  • Por que devo comprar isso?
  • Agora é o momento?

São perguntas simples, mas questionar o motivo dos gastos é fundamental para chegarmos na Tranquilidade Financeira.

“Então, pensando em nossa Tranquilidade Financeira, qual é a maneira mais saudável para eu gastar meu 13º?”

O ponto de partida: Você está endividado?

Pois é! Se sua situação financeira é caótica e parece não ter solução quando você olha para o tanto de dívida que tem pra pagar, então o 13º pode ser um bom caminho para sanar algumas dessas dívidas e diminuir o tanto de juros que paga por mês.

Por uma questão lógica, os bancos funcionam da seguinte forma: buscam recursos mais baratos através da oferta de investimentos e emprestam estes recursos por um preço mais caro, cobrando juros. Na prática, é bem difícil ganhar de um banco nesta conta. Então, parar de pagar juros não é apenas recomendável, como também é o primeiro passo para entrar no caminho da tão sonhada Tranquilidade Financeira.

“Ok, Victor. Mas eu não estou tãããããão endividado assim. Como devo gastar meu dinheiro do 13º?”

Maneiras saudáveis (de fato) para usar seu 13º

No caso de a pessoa não estar endividada, o processo é mais simples e menos angustiador. Recomendamos o uso das nossas tradicionais categorias, considerando o 13º como uma entrada normal de recursos.

Portanto:

  • 55% destinados às Necessidades Essenciais, como água, luz, telefone, internet, comida, impostos;
  • 10% para Tranquilidade Financeira, investindo para garantir sua liberdade financeira futura;
  • 10% para Diversão, pagando as contas “extras” do Natal e das celebrações de Ano Novo;
  • 10% destinados às Compras de Longo Prazo, investindo para comprar seu carro ou sua casa própria (cuidado com isso, hein, meu jovem?!?!), ou até mesmo para realizar seu sonho de conhecer a Disney ou a Europa;
  • 10% para Desenvolvimento Pessoal, para pagar um curso ou uma academia;
  • E com os 5% restantes, não se esqueça de Fazer Pelo Outro e ajudar o próximo. Aproveite o espírito natalino para exercitar sua gratidão.

Aplicando nossas categorias, temos, de fato, uma maneira saudável de gastar (e investir) nosso dinheiro, não apenas no aspecto financeiro, mas é uma filosofia de como viver bem! Pense nisso.

Se quiser enviar sua opinião, entre em contato através do nosso facebook (www.facebook.com/nofinaldascontas) ou pelo nosso whats: (11) 9 4142 9797.

Um abraço e até mais!

 

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Desenvolveu carreira em várias áreas do mundo corporativo, consolidando-se em Finanças, Marketing e Vendas, além de realizar projetos de consultoria para pequenas e médias empresas.
É apaixonado por pessoas, futebol, música e café.

De devedor a poupador: como o comportamento influencia no equilíbrio das contas

Somos seres de hábitos e rituais. Tudo o que temos é reflexo deles. Nossos relacionamentos, peso, saúde e também nossas contas. Nossos comportamentos determinam nossas ações e são elas que determinam os resultados. Vamos entender mais?

Gordo e sem dinheiro

Pense comigo. Se você não tem o peso que gostaria, tenha certeza de que a responsabilidade é sua! A sua saúde é reflexo direto dos seus comportamentos. Tem muita gente que se pergunta: por que fulano é magro e eu não? A resposta é: olhe para o seu prato, para sua atividade física, para sua alimentação. Salvo alguma disfunção fisiológica, quem come mais tende a ter uns quilinhos a mais.

E quanto à saúde financeira? Acredite! É a mesma coisa.

A falta de dinheiro ou estar sempre em desequilíbrio com as contas está diretamente relacionado ao seu comportamento. Pessoas com comportamento de compra compulsivo, por exemplo, tendem a ter mais dificuldades em poupar, pensam menos no futuro e são movidas mais pela satisfação instantânea. Enquanto aqueles mais planejados, provavelmente terão menos dificuldades quando o assunto é finanças pessoais.

Então a solução é regime?

Não exatamente. Quando se está com sobrepeso e se faz um regime, é muito provável que o indivíduo perca peso. Mas já ouviu falar do “efeito sanfona”?  Quantas pessoas você conhece que ficam engordando e emagrecendo? Entram em um novo regime, emagrecem e, depois que saem do regime, engordam novamente. Isso acontece porque a alteração no comportamento foi momentânea e superficial. Especialistas dizem que para eliminar as gordurinhas a mais, é preciso passar pelo processo de reeducação alimentar. Em outras palavras, o “paciente” precisa reaprender a comer. E essa é uma mudança bem mais profunda, que exige mais esforço. Mas é também mais permanente!

E adivinha só? Com as finanças pessoais vale o mesmo princípio. Quando se está no vermelho, muitas pessoas buscam planilhas e vídeos na Internet, aplicativos para o celular e outros “regimes” da moda, que podem até funcionar por um período mas, quando as contas parecem estar equilibradas e o indivíduo relaxa no controle, pronto! A bola de neve das dívidas ressurge e sem aviso prévio.

A solução é reaprender a lidar com o dinheiro. O ponto é que nunca aprendemos formalmente como fazer isso. Não se aprende finanças pessoais na escola. Então, repetimos comportamentos aprendidos com os nossos pais ou responsáveis que também não aprenderam sobre o tema. E o ciclo se perpetua.

Como alterar o comportamento e equilibrar as contas

O caminho passa pela mudança daquilo que acreditamos e sentimos em relação ao dinheiro e ao consumo. Tomar consciência de como você “opera”, quais são suas crenças, é fundamental. Sem entendermos mais sobre o porquê nos comportamos de determinadas maneiras, as mudanças tendem a ser mais superficiais.

Uma vez consciente de como lidamos com o dinheiro e quais são nossas dificuldades, devemos partir para um novo modelo de organização da nossa vida financeira. Lembre-se de que o objetivo é ter equilíbrio. E não estamos falando aqui de deixar de comprar, de restringir nosso consumo. Não! Estamos falando de preparar-se para consumir de forma consciente. Quem se prepara não se preocupa!

Com a metodologia certa, passaremos a adequar nossas compras às nossas possibilidades e ao nosso planejamento. E, acredite, tem espaço até para aquela compra por impulso!

Cultive hábitos saudáveis

Tanto no que diz respeito à sua alimentação quanto ao dinheiro, a dica é a mesma: cultive hábitos saudáveis. Nos dois casos, disciplina é um destes hábitos.

Para finanças pessoais, é fundamental se manter consciente do seu perfil de consumo e disciplinado quanto a metodologia adotada.

Mais uma vez, se lembre de que o objetivo é ter equilíbrio e tranquilidade financeira. Então, crie o hábito de controlar suas despesas, para saber exatamente onde está indo seu dinheiro e se está firme no planejamento.

Não associe disciplina a algo ruim ou penoso. É apenas o preço do planejamento e da tranquilidade no futuro. Convenhamos, é bem mais barato do que os juros do cartão de crédito ou do cheque especial.

3 passos para ter o comportamento como aliado do equilíbrio das contas

  1.          Autoconhecimento é o primeiro passo para mudar de forma permanente sua relação com o dinheiro (e com a comida também, por que não?). Conheça seu perfil, tome consciência das suas crenças, valores e sentimentos sobre dinheiro.
  2.          Adote uma metodologia eficiente para ajustar e controlar suas despesas, com categorias claras e bem definidas. Esta metodologia deve contemplar desde suas despesas essenciais, passando pelos gastos de longo prazo e educação, até reservas para aposentadoria e tranquilidade financeira.
  3.          Desenvolva novos hábitos. Controle suas despesas no detalhe. Mantenha-se no planejamento e mude o que for preciso no seu estilo de vida, para se adequar ao planejado. Disciplina também é hábito.

A No Final das Contas já ajudou centenas de pessoas a mudarem suas vidas financeiras. E o caminho passou sempre por estes 3 passos. Ajudamos as pessoas a se conhecerem melhor (suas crenças e limitações). Temos uma metodologia testada e aprovada para o planejamento financeiro pessoal. E entregamos ferramentas simples e eficientes para que você permaneça firme na metodologia e no caminho da tranquilidade financeira, criando novos (e saudáveis) hábitos.

Venha conhecer nossos cursos e mude sua vida financeira para sempre. Os resultados são surpreendentes e é bem mais fácil e gostoso do que fazer regime.

Rico é aquele que tem muito dinheiro e não aquele que gasta muito. Pense nisso.

 

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.