O mito do “amanhã a Deus pertence” e do merecimento: saiba como isso deixa suas contas no vermelho!

Sabe qual é um dos maiores vilões da tranquilidade financeira? O seu esforço. Parece contraditório, mas não é! Vamos entender? Você merece saber como funciona, como você raciocina e como decide consumir.  Dica: Deus não tem nada a ver com isso!

Quanto mais você trabalha, mais você vai achar que merece. E merece mesmo. Mas vamos entender o que você merece. Existe uma vozinha aí dentro, que observa todos os seus passos e muitas vezes conversa com você. Aposto que você já se pegou falando sozinho, como se respondesse a uma pergunta ou observação interna.

Essa mesma voz interior vai às compras com você! E provavelmente ela até grite nas temidas compras por impulso. Veja se esta cena é conhecida: você está diante de um item – provavelmente caro – e que você nem tem tanta necessidade e pensa: – será que devo comprar este item? É tão legal! É neste momento que aquela voz interior grita: Claro que deve! VOCÊ MERECE!!!

O que você merece?

Pode ser que você tente argumentar com ela. Em seu diálogo interior você responde: – mas é caro e nem planejei esta compra. E o futuro? Ao que a voz pode responder: – compra logo! Por que você trabalha tanto? É para isso mesmo. E se você morrer amanhã? Caixão não tem gaveta. O amanhã a Deus pertence… Pode até ser que a tal vozinha te lembre de alguém que morreu jovem, que não aproveitou a vida e não comprou coisas que queria, só para convencê-lo.

Afinal, o que você merece?

Se você estiver estressado com o trabalho, ou se estiver sobrecarregado, cheio de atividades ou ainda lidando com pessoas difíceis no trabalho, a sensação de que seu esforço precisa ser recompensado com consumo tende a ser maior.

Mas, de verdade, o que você merece? Muitas destas compras não planejadas, as compras do “eu mereço!”, tem valores elevados. E muitas pessoas acabam parcelando tais compras, seja no cartão de crédito, seja no cheque especial. E o raciocínio é aquele mesmo. Trabalhar com tal intensidade merece uma recompensa, ainda que você não tenha todo dinheiro para essa compra.

E além do item comprado, você acabou herdando juros (muitas vezes altos), parcelas a perder de vista ou noites mal dormidas, lembrando do que tem a pagar. E o “eu mereço!” acaba se convertendo em financeira ou, no mínimo, leva ao distanciamento da tão sonhada liberdade financeira. Então, volto a perguntar: o que, afinal, você merece?

Quanto do orçamento representa as compras por impulso, as compras do “eu mereço”?

Estudos apontam que, de todas as transações financeiras que fazemos, apenas 1% a 3% são as tais compras por impulso. Parece pouco, não é mesmo? Porém, estas compras representam de 18% a 25% do valor das transações.

Em outras palavras, este estudo nos mostra que as compras por impulso são as mais caras. E são por impulso, ou seja, não foram planejadas. Daí o fato de muitas vezes elas serem aquelas que comprometem o orçamento, que fazem você entrar no vermelho, que tiram seu sono. Porque as contas do amanhã, a você pertencem. Deus não vai quitar suas dívidas. Aliás ele não tem nada a ver com sua decisão de comprar o tal produto.

Como lidar com aqueles itens que de repente você tenha vontade de comprar?

O celular recém lançado, aquele carro novo, a guitarra ou raquete de tênis que você estava mesmo precisando para começar a praticar um esporte precisam ter espaço no seu orçamento. Ninguém está falando aqui para você virar um monge e nunca mais comprar um item caro ou desejado.

A gente acredita que você precisa ter consciência de que estes estímulos existem e que você, vez ou outra, terá a “necessidade” de comprar alguns deles. Só que a consciência vai lhe dar uma grande força para lidar com aquela voz interna que te empurra para o consumo. Saber que você funciona desse jeito é o primeiro passo para reprogramar as decisões de compra. Isso mesmo. Estamos falando de decisões, de fazer melhores escolhas. E elas podem acontecer em momentos mais adequados ou serem preparadas. Com o correto planejamento, com o mindset ajustado, você poderá se preparar para as compras por impulso, sem culpa, sem dor de cabeça amanhã e, principalmente, sem pagar juros ou parcelas inesperadas.

Fácil falar. Difícil fazer.

Aquela voz pode estar lendo este blog com você e tentando – mais uma vez – sabotar sua tranquilidade financeira, dizendo: é fácil falar; quero ver fazer…

Realmente, uma transformação de comportamento que seja permanente vai muito além de um texto. É preciso ir mais profundamente na questão do consumo e do relacionamento com o dinheiro, alterando crenças e valores há muito tempo instaladas no seu inconsciente.

A No Final das Contas acredita que esta mudança acontece com vivências transformadoras e ressignificação de situações do passado. A gente faz isso com a ajuda da Programação Neurolinguística e com conceitos da Neurociência, para que você possa adquirir novos hábitos de consumo e descobrir novos caminhos para a tranquilidade financeira. E aí? O que você merece afinal? Posso dizer o que eu aprendi com o tempo. Eu mereço receber mais juros do que pagar, porque o amanhã a mim pertence.

Venha mudar seu mindset com relação a dinheiro e aprenda a tomar melhores decisões na sua vida financeira. Este é um presente que seu futuro agradece!

João Henrique Ribeiro é publicitário, mestre em administração de empresas com ênfase em comportamento e practitioner em PNL. Palestrante e autor, desenvolveu toda sua carreira na tentativa de compreender as pessoas e entender porque elas fazem o que fazem. Hoje se dedica a auxiliar organizações a capacitar profissionais mais engajados e capazes. E a transformar a vida financeira de todas as pessoas.

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